sábado, 16 de fevereiro de 2008

(Sem pretenções) Indiana Willian Jones apresenta: Hazmat Modine


Uma das coisas que mais me atrai na internet é conhecer bandas muito boas, que sem a internet, dificilmente teria notícia. Por isso, reservo horas do meu final de semana para fuçar em blogs de download do mundo todo, em busca de jóias da música mundial desfavorecidas pela mídia.

O meu critério de escolha do que vou baixar não é muito científico: geralmente leio a resenha escrita pelo blogueiro, e aí tiro minhas conclusões. Entretanto, 97% desses blogs não têm nenhuma explicação a mais do que nome e número de faixas do álbum que está disponível pra download. Então apelo para a sorte e baixo pelas capas dos álbuns. Surpreendentemente acerto a maioria dessas investidas.

Certo dia olhando o blog português ‘Raizes e antenas’, vi uma capa que me chamou atenção. Trazia uma harmônica (gaita de boca) que tinha várias tubas saindo de si, com a alcunha de Hazmat Modine. Felizmente havia uma resenha muito bem feita, que me trouxe ainda mais curiosidade: “O álbum começa com uma harmónica visceralmente blues a dar o mote para um reggae fumegante que acaba por fazer lembrar, tudo, em conjunto, o «Summertime», mas como se o «Summertime» tivesse nascido numa intersecção onírica qualquer entre Nova Orleães e Kingston”.

Na hora pensei: “hmm, isso deve ser interessante!”. Fui buscar mais informações sobre essa simbiose de ritmos. No site da banda, eles se definem assim: “HAZMAT MODINE é a junção rica de partes da música americana dos séculos 20's e 30's até à década de 50 e início dos 60's, mistura elementos do início Blues, Hokum Jugband, Swing, Klezmer, New Orleans R & B, e jamaicana Rocksteady. A banda é formada por dois gaitistas, tuba, guitarra, percussão e guitarra de aço havaiana. O som da banda reflete influências musicais que vão desde Avant-garde para Rockabilly Jazz e Western Swing ao Médio-Oriente, Africano, e estilos musicais havaianos”.

A confusão na minha cabeça ficou ainda maior! Então pesquisando mais sobre a banda, encontrei o blog do músico Marcello Ferreira, que classificou como uma das melhores coisas que ouviu no ano de 2007. Marcello, como especialista, faz um parecer efusivo sobre a banda: “Reunindo excelentes músicos, muito bom humor, Blues, Reggae, Country, boas “soluções musicais”, Foxtrot, música caribenha, bom gosto e instrumentos exóticos, o Hazmat Modine chegou a este belo resultado. Uma coisa que mais “salta” aos ouvidos é o bem feito jogo de diferentes timbres nas composições, as vozes versáteis; gaitas; madeiras; metais; percussões; madolins e slides de guitarras [além de cigarras e latidos de cachorro!!]”.

Ao ler esse texto, os 93MB de Hazmat Modine já haviam terminado de baixar. Prontamente me pus a ouvir para matar a curiosidade. Depois de duas audições criteriosas, concordei plenamente com as duas resenhas que havia lido. Fiquei estupefato com a banda e não a tirei mais da minha discoteca ambulante.

Bom, para compartilhar esse ótimo álbum, para pessoas que como eu, não tem como comprar o seu alimento musical, deixarei disponível para download no OpiniãOposta.


Download do álbum Bahamut - Hazmat Modine




A Volta do Cão arrependido!


Sumido? Não, isso seria muito ameno de minha parte. Prefiro dizer que deixei meu blog às moscas. Depois de um recesso na faculdade marcado pelo ócio e festas, e um vestibular de muito trabalho, voltei às aulas precisando recuperar as notas que deixei passar durante todo o semestre. Depois o carnaval, uma viagem para praia, e os exames. Isso não justifica, mas mostra como minha mente andou ocupada nesses últimos meses. Claro que se eu quisesse poderia postar algum texto. Tenho vários que ficaram a uns dois parágrafos de serem publicados, mas sempre deixava algo faltando.

Bom, vou parar de dar explicações e partir para o que interessa. A partir de agora pretendo ser mais assíduo no OpiniãOposta. Sei que falar em dois textos por semana é demagogia, mas quem sabe um por semana?

A foto que ilustra esse post foi tirada por mim em Tramandaí, na plataforma de pesca. Era uma tarde fria e bonita, que com alguns ajustes automáticos da câmera, propiciou essa bela imagem.

Não desapareçam, volto logo!

domingo, 30 de dezembro de 2007

5841. Lonely Day (2:47)


Nunca vi um dezembro com tanta cara de agosto. Acordo sem coragem de conviver com o meu quarto e as coisas que me cercam. Há muito elas já me dão a sensação de estar preso e condenado à monotonia. Junto todas as minhas forças e empreendo-as no esforço de levantar e me alimentar. Na cozinha, o refinado menu é pão velho com chá fraco.

Depois dessa fortificante refeição, aplasto-me em frente a TV. Incrivelmente após um banho de futilidade, minhas forças aumentam, já passam de 3% do total. Corro para o computador e escrevo um texto que tirei da minha garganta. A muito estava ali engasgado. Desculpe se aticei sua curiosidade, esse é mais um daqueles textos que queríamos mostrar a todos, mas que por várias circunstâncias se torna impublicável.

Depois dessa enxurrada de emoções, minha vontade já bate recorde, comparando com os outros dias dessa semana. Alcancei cerca de 13%. Já consigo sair por ai, totalmente sem rumo. Apenas eu, as nuvens negras que cercam a minha cabeça, e minha discoteca ambulante, que me salvou de um silêncio mórbido. Mesmo com pessoas, poucas pessoas, pela rua, a sensação é de estar de passagem em uma cidade abandonada e pronta para ser arrasada por uma tormenta.

Voltando a música, ao apertar play, o que vem é uma melancólica canção argentina. NÃO! Minha auto-estima grita! Logo passo para um rock-blues que me conduz pelas ruas de Santa Maria. Os solos da guitarra são muito mais envolventes do qualquer paisagem suja e carcomida. Não presto atenção em nada, apenas caminho. Meu transe só é interrompido por algum garoto pedindo moeda.

Quando saí de casa, o céu dava indícios de que ficaria limpo. Porém, saí e levei as minhas nuvens negras, e por muita sorte, elas ficaram pelo caminho, pesando mais o céu. Depois de uns 40 minutos de caminhada, passo em uma padaria, já que havia exterminado com meus pães velhos. Chego em casa, mente aliviada, a chuva volta e sem impõe. Voltei ao meu mundo, enfadonho, diga-se de passagem.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Minha vontade anda em Alcatraz


Muito para dizer, pouca inspiração para escrever. É esse o dilema que vivo atualmente. Me prometo que vou sentar em frente ao computador e debulhar a fartura de pensamentos e conjecturas que surgem na minha cabeça. Mas a preguiça e o cuidado me fazem vacilar diante dessa missão.

Então hoje, para não deixar o OpiniãOposta sem atualização, sugiro que ouçam o Pró-Música, programa de rádio que tenho com mais três amigos. Nessa semana, trouxemos alguns artistas que deixam transparecer na sua música as impressões de um presidiário. A escolha do playlist foi bem democrática e de muito bom gosto, modéstia a parte.

Para não perder o costume, também há muito humor no Pró-Música. Temos as participações especiais de Luiz Inácio Lula da Silva e Silvio Santos.

Espero que gostem da dica!!! Até a próxima e distante postagem!

Pró-Música toda a quarta-feira às 23h, pelos 800AM da Rádio Universidade

Clique aqui e ouça o Pró-Música agora

Site do Pró-Música

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Ignorância inteligente



Para mim os formadores de opinião, como os colunistas, devem saber mais do que qualquer cidadão comum sobre um fato. São esses privilegiados que com sua competência e coerência fornecem subsídios para que muitas pessoas formem suas opiniões.

Tomei um susto ao ver a falta de conhecimento do fato ocorrido na Bolívia por um articulista que até certo ponto respeitava: Arnaldo Jabor

Todos que estão bem informados sobre a questão da mudança da capital da Bolívia, sabem que é uma revolta burguesa. A classe bem remunerada do país quer a mudança da capital para a região mais rica. Mas o que isso tem de relevante para um país pobre?

Bom, para o Jabor isso é motivo para crucificar Evo. Ainda mais sendo ele, grande amigo de Chavez. Isso basta para o colunista do Jornal da Globo!

Acompanhe o texto:

Evo Morales segue o destino previsível, óbvio, de todas as ditaduras em marcha na América Latina.
Sempre começa com as bravatas de nacionalismo, de banir o inimigo imperialista, que aliás somos nós, o gigante.
Depois o caudilhismo começa a fazer água, pois a burguesia empresarial sabota, para de investir e a crise econômica se inicia.
Aí vem a repressão, a porrada, os Evos e outros aumentam a radicalização até que a quebra da economia se abate sobre o país e começa o novo ciclo em que o possível ditador acaba caindo, com o atraso voltando atrás, porque a idéia de progresso que a tradição de índios e populistas tinham era mais atrasada que o atraso das elites brancas.
Por trás dessas pseudo revoluções existe a antiqüíssima fé, herdada das teocracias sacrificais da época dos Incas, Maias e Aztecas: deuses no poder exterminados pelos espanhóis. Auto sacrifício e extermínio. Na Bolívia já recomeça o ciclo. Na Venezuela também já esta morrendo gente.
A única diferença é que agora há muita grana de petróleo e armas do Chávez e esse circulo vicioso pode ser o início de um banho de sangue, de uma horrenda tragédia na América Latina. Que espero, fique só entre os cocaleros e bananeros e não chegue até nos, os macaquitos.


sábado, 3 de novembro de 2007

Bretão e com criatividade

Como nascem bandas na Grã-Bretanha! Ultimamente tem surgido tantas bandas que, infelizmente, se criou um estereotipo com as mais recentes: “É mais uma bandinha inglesa”. Admito que muitas dessas se encaixem perfeitamente no rótulo, porém todos sabemos que qualquer generalização é mentirosa.

Por isso, vou falar de uma banda nova banda, que para mim, tem um estilo próprio e diferenciado: The Fratellis.

A banda é formado por Jon Fratelli, Barry Frateli e Mince Fratelli. Fratelli de verdade apenas o baixista Barry, que emprestou seu nome aos companheiros de banda, criando a família The Fratellis.

Os escoceses tem alcançado uma boa repercussão na mídia especializada. Fazem apenas dois anos do seu primeiro show, e o trio de Gasgow já tem um álbum com 3 singles: Costello Music. É uma álbum leve, irreverente e com uma identidade própria, sem deixar de lado o tradicionalismo de alguns sons como o Blues, Folk e Country.

Uma das principais características da banda revela sua origem bretã: a alegria. Assim como Arctic Monkeys e Franz Ferdinand, o The Fratellis é um bom motivo para não permanecer parado enquanto se ouve.

O álbum Costello Music é formado por 13 músicas, com diferentes pegadas. A música de abertura é “Henrietta”, ela dá tônica do que se encontra no resto do álbum. “Flathead” inicia com uma viola e bateria bem ao estilo folk, mas logo já se mistura com fúria adolescente do Fratellis. Também tem vocais interessantes, o refrão me lembra uma música do Rei Leão ou algo assim.

A faixa 3 é “Cuntry boys e city girls”, lembra uma “surf music” da década de 60, mas com uma pegada rock bem forte. Tem também a simplicidade da balada “Whistle For The Choir” e o jeito country de “Vince The Lovable Stoner”. “Doginabag” é blues com os pés no rock, pouco mais sombrio em relação ao resto do álbum...Sensacional! “Chelsea Dagger” e “Creepin Up The Backstairs” mostram toda a vivacidade e ânimo da banda.

Enfim, o “Costello Music” é um ótimo álbum e com certeza o Fratellis não é apenas mais uma banda Bretã. Para quem não tem preconceito musical, é bem humorado e está aberto a coisas novas e diferentes, o The Fratellis é uma ótima experiência.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Insonância!


Já é tradicional. A madrugada vem, a insônia continua, Jô segue o seu roteiro, enquanto os lixeiros se comunicam aos berros durante a coleta do lixo urbano. O detalhe mais interessante desse fato, é que a linguagem exercida por eles, é totalmente indecifrável para um leigo. Apenas os iniciados no assunto conseguem assimilar os urros, gargalhadas, e balbuciações. Esses sons passam a impressão de felicidade e divertimento. Estranho e incompreensível aos olhos da nossa sociedade capitalista.

Exceto a rotina já descrita antes, a madrugada sempre apresenta alguma surpresa. Surpresas inesperadas, engraçadas, trágicas, eróticas e etc. Certo domingo, não conseguia dormir de jeito nenhum. O lado mais sério de meu cérebro, extremamente irritado pela displicência teimosa do lado criativo, relembrava que segunda era dia de “São Pega”, e que a preguiça não me deixaria acordar no horário determinado.

Enquanto assisto um filme do Van Damme, para ver se surge uma centelha de sono, ouço comprimentos e uma conversa animada. A curiosidade de um insoniado é voraz. Tão logo ouço as vozes, aciono o botão de mudo, calando as lamúrias dos ninjas que apanhavam do dragão branco. Era uma conversa amigável, permeada por gargalhadas sinceras. A conversa vinha da rua, da frente de uma igreja misteriosa ao lado de meu prédio. Em frente a uma pracinha dominada por cachorros e onde nunca vi uma criança. Os amigos se entusiasmam cada vez mais, porém distância da conversa até a minha janela, evita que eu decifre as alegrias bradadas em plenas duas da manhã. Sem entender muita coisa, vou começando a perder o interesse. As agressões do Van Damme me chamam atenção e desligo o mudo. Ouço “pof, soc e catabum”, mas ao fundo, continuo ouvindo os amigos cada vez mais entusiasmados.

Passa intervalo, volta a porrada, a madrugada avança e continua com seu silêncio revelador, só interrompido pelas gargalhadas dos amigos. A alegria alheia já me estava me incomodando. O lado sério dizia “Esses folgados não sabem que preciso acordar cedo amanhã?”, e o criativo respondia prontamente “deixa eles, tu está é com curiosidade!”. Passeio pela vasta gama de canais disponíveis em minha pequena antena. É crente se aconselhando, filme B italiano, venda de jóias, clipe de rap e o Van Damme. Mesmo com todas essas opções, meu sono continuava fugindo. E os amigos não paravam... Foi então, que após um silêncio prolongado ouço o seguinte verso: “Eu caminhei sozinho pela rua...”, cantado em duas vozes, uma delas, a segunda, em falsete. EU NÃO ACREDITEI. Os dois amigos não eram apenas amigos, e sim uma dupla sertaneja. A canção continuou: “Cantei com as estrelas e com a lua, sentei no banco da praça tentando te esquecer, adormeci e sonhei com você. No sonho você vem provocante, me deu um beijo doce e me abraçou, e bem na hora H, no ponto alto do amor, já era dia e o guarda me acordou”. A minha aparente perplexidade se transforma em riso, enquanto a dupla chega ao famoso refrão de Bruno e Marrone.

Não me contenho, abro a janela para ter certeza que é real o que eu estava ouvindo. O mais intrigante de tudo é que eles realmente cantavam bem. Deixo o Van Damme batendo nos seus oponentes em silêncio para melhor ouvir os dois cantantes. A música acaba, mas logo já iniciam outra, e outra, e outra. Meu repertório sertanejo já não conhecia essas canções. Penso em ir até a rua, me oferecer para ser o produtor dessa dupla, com certeza teriam futuro. Enquanto ouço as músicas e penso qualquer coisa, Morfeu vai se esgueirando pelo quarto. Aproxima-se e com a rapidez de um lince me faz pegar no sono. Criatura sacana! Enquanto estou entediado ele se esconde, mas quando encontro algo peculiar e interessante, ele vem e me adormece sem nenhuma satisfação.

Na manhã seguinte, acordo me questionando se realmente presenciei aquilo. Chego à conclusão que não era um fruto de minha imaginação. Sem refletir muito, faço os rituais matinais e vou para universidade. Dia cansativo, nem toco nas reminiscências da madrugada. Quando a próxima madrugada vem chegando, me mantenho atento, esperando mais um ensaio da dupla. Essa madrugada parecia mais monótona. Até os lixeiros não demonstravam a mesma alegria. Espero até enquanto agüento os ataques de Morfeu. Durmo.

Já se passaram meses e a dupla nunca mais se apresentou enfrente a igreja, tornando mais intrigante o ocorrido. Madrugadas se sucedem e outras passagens de realismo fantástico se apresentam. Mas até agora, nenhuma tão estranha como está.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

F(x,v,t) = m a




Alçar, lançar, subjugar e falhar

Descer, despencar, traumatizar e entumbar

Tudo seria mais fácil e superficial se eu fosse alienado



terça-feira, 16 de outubro de 2007

CD01 - Injeção de ânimo


Visitando alguns blogs interessantes sobre música, tive uma idéia. Quer dizer, adaptei a idéia que vi no blog IndieNation. Lá eles fazem seleções com os melhores “Indies” do momento. Resolvi fazer algo parecido. Cada semana, vou escolher um tema e garimpar algumas musicas que se encaixam. Toda a segunda-feira vou postar um CD novo. Espero que curtam essa iniciativa.

INJEÇÃO DE ÂNIMO

Ando totalmente atarefado essa semana. Em algumas horas, principalmente na hora de levantar, bate aquele desanimo fulminante! Não há compromisso que faça levantar da cama, ou de me faça ficar acordado no ônibus. Mas, com o advento da nanotecnologia, ficou mais carregar a coleção de músicas.

Por isso, fiz uma seleção musical mais enrijecedora que “Tonoclem”(pelo menos pra mim). Músicas que me passam à animação necessária para agüentar um dia de labuta pesada!

Aí vão as faixas então:


01 - The trashmen - surfin' bird
Clássica e louca! Pra quê melhor que isso? The Trashmen é uma banda americana da década de 60, de surf music e rock de garagem.

02 - Arctic Monkeys - Dancing Shoes
A loucura da não tão nova sensação inglesa, com pitadas do suingue cubano. Quase um carnaval! Música tirada do CD beneficiente para as vitimas do Tsunami, “Rhythms Del Mundo”. Vale a pena conferir, além de Arctic Monkeys, tem outras bandas consagradas fazendo seu som e ritimo cubano!

03 - Ray Charles - Mess around
Esse apesar de ter passado maus bocados durante sua vida, tem músicas que passam uma alegria descomunal! Essa é uma delas!

04 - Red Hot Chili Peppers - Hump de Bump
Sem palavras! Funk ou rock? Rock ou funk? Red Hot Chili Peppers! Pra mim, uma das melhores músicas do grupo. Mais uma vez Flea dá show no baixo! Além de muitos instrumentos e não-intrumentos de sopro e percussão! Sensacional! Destaco também o clipe dessa música: simples, mas muito bom!

05 - Faichecleres - Aninha sem tesão
Banda gaúcha que faz um Rock’n’Roll ninfomaníaco. Seguindo o rumo de Cascavelletes e companhia, a banda faz letras satíricas em músicas muito interessantes!

06 - Demônios da garoa e jair rodriges - Samba da garoa
Sou fã incondicional desse pessoal! Sempre rio um monte com as histórias do Ernesto e sua maloca! Samba-enredo da Rosas de Ouro.

07 - The Yardbirds - Drinking Muddy Water
Primeira banda de Eric Clapton. Essa música é uma versão da “If I had possession” do velho capeta Robert Johnson. Realmente os ingleses beberam um pouco das águas barrentas para executar essa música!


08 – The Fratellis - Creepin Up The Backstairs
Uma das ultimas revelações inglesas. Um trio que faz um rock novo e irreverente, mas com muitas pegadas de Blues e Folk. Se eu fizesse a trilha de Alice no país das maravilhas, a música do Coelho Maluco seria essa!

09 - Forgotten boys - Não vou ficar
Trio Brasileiro que geralmente faz músicas em inglês. Eles tem uma pegada muito boa!

10 - Rage Agains the Machine - Renegades Of Funk
Porque renegados do funk? Um dos melhores Funk-Rocks que já ouvi! A coisa ta começando a ficar dançante!

11 - Jet - Are You Gonna Be My Girl
Essa música faz parte de um dos melhores álbuns do rock nesses últimos tempos, Get Born! Para mim, essa música traz vontade de sair por ai pulando e chutando placas e cachorros!(risos)

12 - Franz Ferdinand - Do You Want To
Para encerrar, mais ingleses... E com certeza eles não poderiam ficar de fora dessa seleção! Franz Ferdinand style.

Para baixar, clique aqui: http://www.4shared.com/file/26582550/c1079465/CD01_-_Injeo_de_nimo.html?dirPwdVerified=9931b7f6
Só faltou Alegria, alegria do Caetano. Bom, mas no meu caso, essa só me deixa irritado!

Era isso! Espero que gostem!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A banda de um homem só


A Bomba explodiu! Devastou e transformou tudo que estava a sua volta. Construiu, desconstruiu, deu origem, sepultou. Até que em uma noite, da maneira mais clássica possível, o algoz dessa fúria saiu dos palcos para entrar na história do Rock n’Roll, como o seu ultimo grande “band líder”. Kurt Cobain tomou sua última dose no dia 5 de abril de 1994, dando fim a um dos fenômenos mais rápidos e intensos que o Rock já viu. Com a morte de Cobain e o conseqüente fim do Nirvana, Chris Novoselic e Dave Grohl decidiram enterrar a banda junto com o corpo de Kurt, para evitar qualquer estigma, ou reacender qualquer fantasma do Nirvana. Os dois também resolveram não tocar mais juntos.

As músicas do Nirvana eram, em maioria, compostas por Kurt. Não havia espaço para as composições de Dave, que as guardou até o fim da banda. Por isso, um ano após o fim do Nirvana, Dave Grohl entrou em estúdio e gravou todos os instrumentos do seu primeiro CD, dando origem a uma banda que foi denominada Foo Fighters. Grohl não desejava que o Foo Fighters fosse um projeto de um homem só. Então foi a procura de músicos para integrarem a sua banda. Arrebanhou os integrantes necessários para fazer shows e em alguns meses o Foo Fighters já tinha singles consagrados. Esse álbum ainda traz muito do peso do Nirvana e para mim é um dos (se não o) melhor da banda.

O sucesso do Foo Fighters foi enorme e em 1997 saiu o segundo CD, “The Colour and the Shape”. Em 1999 veio “There Is Nothing Left to Lose”. No final de 2002, “One by one”. Nesses 7 anos, 4 CD’s, muitos singles e integrantes diferentes. Mas o Foo Fighters tinha uma cara, e era a cara de Dave Grohl. Sucessos como “Big me”, “Learn to fly”, “Times like these”, “All my life” entre vários outros, ergueram o Foo Fighters ao status de grande banda.
Em 2005, ano que completou 10 anos, a banda lançou seu quinto CD, “In your honor”, um duplo meio elétrico, meio acústico. A parte elétrica traz um Foo Fighters tradicional e pesado, de muito bom gosto. Mas é a segunda parte que merece destaque. Desplugado, a banda se transformou e apresentou grandes músicas como “Virginia Moon”, uma Bossa Nova ao melhor estilo Tom Jobim. Esse acústico proporcionou uma turnê. Dave, em entrevista a MTV até brincou que já estava cansado de gritar.

A poucos dias o Foo Fighters lançou seu último CD, “Echoes, Silence, Patience and Grace”. O CD é aberto com “The Pretender” música ao melhor estilo Foo Fighters, relembrando antigos sucessos da banda. Esse estilo permanece até metade do CD, quando a monotonia é quebrada por “Stranger Things Have Happened”, onde Grohl acompanhado por apenas uma viola e um instrumento de percussão, que parece castanholas, desempenha toda sua interpretação no vocal.
Já “Summer's End” lembra um Blues elétrico, enquanto em “The Ballad of the Beaconsfield Miners” dois belos violões duelam em um Folk. Na seqüência, as baladas “Statues” e “Home”, que são acompanhadas por um piano tocado por ele mesmo, (- Sim, acreditem! Ele também toca piano!) Dave Grohl.

“Echoes, Silence, Patience and Grace” prova realmente o que é Foo Fighters: uma banda multifacetada que toca o que gosta e o que quer. Tudo isso graças a genialidade de Dave Grohl, o comandante de uma banda de um homem só!