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segunda-feira, 1 de junho de 2009

2 anos



Hoje o OpiniãOposta! completa dois anos. Tem sido uma boa experiência para mim: algumas vezes você não espera nada de um texto despretensioso que escreveu e aí posto aqui no blog e tenho uma boa resposta. Acredito que isso foi fundamental em escolhas que fiz na minha vida profissional. Hoje sou bem diferente do que era quando iniciei o OOP, mas em contra partida acho que o OOP também está bem diferente do que era.

Bom, aproveito esta data simbólica para anunciar que nos próximos tempos o OpiniãOposta sofrerá mudanças...para bem melhor, espero!

Abraço a todos e obrigado aos que me ajudaram nesses dois anos!

domingo, 8 de março de 2009

O quanto podemos crescer em 4 anos?


No final de 4 anos de faculdade chego a uma conclusão, que para quem lê pode parecer óbvia, mas que para mim realmente é uma descoberta: A universidade é o laboratório da maturidade. Nesse tempo curto tempo, evoluimos talvez mais pessoalmente do que intelectualmente... mas isso é bom.

Nesses 4 anos aprendi a ser amigo, a ser tolerante, a amar e a me expressar. Descobri que o mundo não era como eu pensava, não tinha apenas 10 tipos de pessoas, e sim um infinito de não-esteriótipos, cada um com o seu tipo de loucura. Descobri a minha parcela de loucura, e descobri que a minha escolha de desistir da medicina e me jogar no sacerdócio do jornalismo era a coisa certa.
Tive sorte de entrar em uma turma que nunca tive igual. Para os de fora, não pense que tudo foram flores, pelo contrário. Apesar das muitas alegrias, tiveram muitas brigas. Muitas mesmo e em grande parte delas eu era um dos protagonistas. Só que a força de união fez com que suportássemos as divergências para chegar em 27 de fevereiro de 2009.

Vídeo com discurso de Otávio Chagas e Raero Monteiro:


A formatura, em sí, não foi nada mais que uma formatura. Mas o discurso dos brilhante oradores Otávio Chagas e Raero Monteiro, fez a sintese perfeita do que foi nossa caminhada no jornalismo. E o Baile... AH o baile! Nunca aproveitamos tanto uma festa quanto nesse dia. Apesar da presença de outros amigos, parecia que nada existia além dos nossos colegas. Ou melhor, dos nossos ex-colegas, agora grandes amigos.

Agora cada um vai para o seu lado, mas tenho certeza que todos levam consigo um pedacinho da personalidade de cada colega. Espero que nos encontremos de novo. Se isso não acontecer, apenas quero dizer que circula no mundo, junto comigo, um pedacinho de cada um de vocês.

Para encerrar, chamo um texto do 'La Liberátia' feito pelo Jeferson Dornelles justamente sobre a nossa turma: CLIQUE AQUI

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Texto do OpiniãOposta! na pangea da língua portuguesa


Através de um comentário do seu criador aqui no OOP, descobri o site ‘O Patifúndio’. A revista virtual tem como objetivo “trazer à tona os personagens e as histórias que constroem a realidade deste mundo lusófono. Foi criada também para ser uma tribuna alternativa, cujo primeiro atributo para adentrar não é ser jornalista, e sim, saber contar e valorizar uma boa história da vida real.”

Assim, o site dá oportunidade para qualquer pessoa, que viva em um país que fale a nossa língua, possa publicar seu texto.

Então, como quem não quer nada, mandei um texto aqui do OOP, que foi publicado! Foi a ‘Crônica de um desempregado’, postada no dia 14 de março deste ano.

Agradeço a Michell Niero, idealizador do site, que publicou o texto. Quero também parabenizá-lo pela iniciativa. Recomendo a todos que curtem uma boa literatura verdadeira e cotidiana: acessem ‘O Patifúndio’

Leia o texto publicado no site clicando aqui

sexta-feira, 14 de março de 2008

Crônica de um desempregado

20 anos. Está na hora de entrar definitivamente no mercado de trabalho e se sentir totalmente integrado a uma sociedade para qual somos preparados desde o berço. Qual o primeiro passo? Carteira de trabalho. Então vamos a ela.

Em um dia preguiçoso das férias, levanto lá pelas 9h30 com o intuito de ser um cidadão trabalhador. Tomo um breve e simplório café com leite enquanto assisto desenho animado. A minha pressa era pouca, assim como meu saldo bancário. Escovo os dentes, pego o player e saio em busca da minha aposentadoria.

O sol agride meus olhos há pouco acordados. Cinco minutos de caminhada e chego ao local. Pequeno e lotado, móveis velhos e caras de tédio. Entro e fico analisando, procurando aonde pegaria a senha de atendimento. Sou interpelado por um jovem, provavelmente mais novo que eu, que pergunta o que eu procurava. Digo que queria fazer a carteira de trabalho, e ele responde que as senhas da manhã já haviam acabado, mas que ao meio-dia e meia eles distribuiriam as senhas da tarde. Coço a cabeça e volto para casa.O relógio marca 12h20, pego meu boné e saio mais uma vez na procura da minha carteira de trabalho. Alguns metros antes de chegar ao lugar, encontro um amigo, cumprimentos feitos digo que vou fazer minha carteira de trabalho para receber um dinheiro aí. Ele ri e diz: “To aqui desde às 11 e as fichas já acabaram”. Senti o drama. O negócio seria acordar cedo.

Muitos dias se passam e o sono não deixa o lado trabalhador conseguir seu passaporte. O ritmo das férias fez com que o meu relógio biológico ficasse totalmente atrasado. Dormir antes das três da manhã? Acordar antes das 11? Nem pensar. Isso que eu adoro acordar cedo.
Manhãs a fio tento acordar às seis para poder postular a uma senha e fazer a bendita carteira de trabalho. Entretanto, nem com despertador no volume máximo ou reza braba eu acordei. Solução? Utilizar um velho e gasto provérbio popular: “Se não pode vencê-lo, junte-se a ele”. Então tá! Se não consigo acordar, a solução é não dormir.

Foi o que fiz depois do Lost: fui pra internet arrecadar sons pra minha discoteca. Depois para não deixar o sono chegar, joguei umas 15 partidas de FIFA (cada partida são oito minutos). Quando meus olhos já não suportavam mais, fui assistir o jornal matutino. Já são quase 7 horas, me apresso para sair.Repetindo o ritual, cravo um boné na cabeça, pego meu player e saio em busca da carteira. Nas ruas já com um número grande de estudantes, ainda se ouvia o som da manhã, melhor que qualquer rock’n roll do meu player. Cinco minutos de caminhada e me deparo com uma fila de mais ou menos 50 pessoas, faltando uma hora e meia para a abertura do serviço.

Realmente não é fácil ser trabalhador no Brasil. Muitas das pessoas que estavam ali procuravam seu seguro desemprego ou mesmo vaga de emprego. Muitos jovens, muitos idosos, mas todos silenciosos e olhando para o nada. Exceto uma ‘gordinha’ (nada de pejorativo) que olhava toda a fila. Qualquer mínimo movimento era motivo para a senhora, com uma sacola de plástico nas mãos, torcer o pescoço.

O silêncio era fúnebre, só interrompido pela batida dos saltos-altos das garotas que com suas maquiagens iam para o cursinho. O rapaz que estava a minha frente era meu conhecido. Era meu vizinho na minha cidade, mas nunca havíamos trocado mais que cumprimentos curtos, nem sabia o seu nome. Pelo visto ele não me reconheceu. Nessas horas isso é o melhor. Ficar uma hora parado trocando frases com algum que não se conhece direito, apenas por educação é no mínimo enfadonho.

Resolvo colocar meu player e me absolver dos sons alheios. Começo a refletir: aquela fila só existe porque é em busca de serviços obrigatórios e estatais, oferecidos pra trabalhadores de baixa renda. Imagine se fosse uma fila para empresários? No mínimo teríamos senhoras alegres distribuindo café e bolachas.

Divago, vou longe, lembro de Marx e Maquiavel. Quando, como uma pedrada, a senhora atrás de mim começa a emitir sons com seu celular novo. Um celular de abrir e com câmera, com cara de que foi o presente de natal da senhora de vestes modestas. Além de alto, o som era extremamente agudo. Toda a fila começou a olhar de onde vinha aquele som abominável.

A empolgação da mulher com o jogo me parecia uma vontade de mostrar a si própria as utilidades do novo presente. Antes de se comprar um celular moderno, ele passa de futilidade a necessidade. “Como vou viver com um celular sem jogos legais?” Mas depois com o aparelho, as funções vão ficando corriqueiras e se tem a nítida noção que não passa de um aparelho de telefone. Depois de dez minutos de muita poluição sonora, a senhora advertida pelos olhares da fila, coloca seu celular novamente na bolsa.

Uma hora e quinze de espera, e finalmente o serviço é aberto. Nesse momento olho para trás e vejo o dobro da fila de quando cheguei. Pego a ficha oito (de vinte). Mais quarenta minutos de espera e cadastro feito.

O primeiro passo foi dado. Agora sou verdadeiramente um desempregado, espero que seja por pouco tempo.

domingo, 30 de dezembro de 2007

5841. Lonely Day (2:47)


Nunca vi um dezembro com tanta cara de agosto. Acordo sem coragem de conviver com o meu quarto e as coisas que me cercam. Há muito elas já me dão a sensação de estar preso e condenado à monotonia. Junto todas as minhas forças e empreendo-as no esforço de levantar e me alimentar. Na cozinha, o refinado menu é pão velho com chá fraco.

Depois dessa fortificante refeição, aplasto-me em frente a TV. Incrivelmente após um banho de futilidade, minhas forças aumentam, já passam de 3% do total. Corro para o computador e escrevo um texto que tirei da minha garganta. A muito estava ali engasgado. Desculpe se aticei sua curiosidade, esse é mais um daqueles textos que queríamos mostrar a todos, mas que por várias circunstâncias se torna impublicável.

Depois dessa enxurrada de emoções, minha vontade já bate recorde, comparando com os outros dias dessa semana. Alcancei cerca de 13%. Já consigo sair por ai, totalmente sem rumo. Apenas eu, as nuvens negras que cercam a minha cabeça, e minha discoteca ambulante, que me salvou de um silêncio mórbido. Mesmo com pessoas, poucas pessoas, pela rua, a sensação é de estar de passagem em uma cidade abandonada e pronta para ser arrasada por uma tormenta.

Voltando a música, ao apertar play, o que vem é uma melancólica canção argentina. NÃO! Minha auto-estima grita! Logo passo para um rock-blues que me conduz pelas ruas de Santa Maria. Os solos da guitarra são muito mais envolventes do qualquer paisagem suja e carcomida. Não presto atenção em nada, apenas caminho. Meu transe só é interrompido por algum garoto pedindo moeda.

Quando saí de casa, o céu dava indícios de que ficaria limpo. Porém, saí e levei as minhas nuvens negras, e por muita sorte, elas ficaram pelo caminho, pesando mais o céu. Depois de uns 40 minutos de caminhada, passo em uma padaria, já que havia exterminado com meus pães velhos. Chego em casa, mente aliviada, a chuva volta e sem impõe. Voltei ao meu mundo, enfadonho, diga-se de passagem.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Minha vontade anda em Alcatraz


Muito para dizer, pouca inspiração para escrever. É esse o dilema que vivo atualmente. Me prometo que vou sentar em frente ao computador e debulhar a fartura de pensamentos e conjecturas que surgem na minha cabeça. Mas a preguiça e o cuidado me fazem vacilar diante dessa missão.

Então hoje, para não deixar o OpiniãOposta sem atualização, sugiro que ouçam o Pró-Música, programa de rádio que tenho com mais três amigos. Nessa semana, trouxemos alguns artistas que deixam transparecer na sua música as impressões de um presidiário. A escolha do playlist foi bem democrática e de muito bom gosto, modéstia a parte.

Para não perder o costume, também há muito humor no Pró-Música. Temos as participações especiais de Luiz Inácio Lula da Silva e Silvio Santos.

Espero que gostem da dica!!! Até a próxima e distante postagem!

Pró-Música toda a quarta-feira às 23h, pelos 800AM da Rádio Universidade

Clique aqui e ouça o Pró-Música agora

Site do Pró-Música

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Insonância!


Já é tradicional. A madrugada vem, a insônia continua, Jô segue o seu roteiro, enquanto os lixeiros se comunicam aos berros durante a coleta do lixo urbano. O detalhe mais interessante desse fato, é que a linguagem exercida por eles, é totalmente indecifrável para um leigo. Apenas os iniciados no assunto conseguem assimilar os urros, gargalhadas, e balbuciações. Esses sons passam a impressão de felicidade e divertimento. Estranho e incompreensível aos olhos da nossa sociedade capitalista.

Exceto a rotina já descrita antes, a madrugada sempre apresenta alguma surpresa. Surpresas inesperadas, engraçadas, trágicas, eróticas e etc. Certo domingo, não conseguia dormir de jeito nenhum. O lado mais sério de meu cérebro, extremamente irritado pela displicência teimosa do lado criativo, relembrava que segunda era dia de “São Pega”, e que a preguiça não me deixaria acordar no horário determinado.

Enquanto assisto um filme do Van Damme, para ver se surge uma centelha de sono, ouço comprimentos e uma conversa animada. A curiosidade de um insoniado é voraz. Tão logo ouço as vozes, aciono o botão de mudo, calando as lamúrias dos ninjas que apanhavam do dragão branco. Era uma conversa amigável, permeada por gargalhadas sinceras. A conversa vinha da rua, da frente de uma igreja misteriosa ao lado de meu prédio. Em frente a uma pracinha dominada por cachorros e onde nunca vi uma criança. Os amigos se entusiasmam cada vez mais, porém distância da conversa até a minha janela, evita que eu decifre as alegrias bradadas em plenas duas da manhã. Sem entender muita coisa, vou começando a perder o interesse. As agressões do Van Damme me chamam atenção e desligo o mudo. Ouço “pof, soc e catabum”, mas ao fundo, continuo ouvindo os amigos cada vez mais entusiasmados.

Passa intervalo, volta a porrada, a madrugada avança e continua com seu silêncio revelador, só interrompido pelas gargalhadas dos amigos. A alegria alheia já me estava me incomodando. O lado sério dizia “Esses folgados não sabem que preciso acordar cedo amanhã?”, e o criativo respondia prontamente “deixa eles, tu está é com curiosidade!”. Passeio pela vasta gama de canais disponíveis em minha pequena antena. É crente se aconselhando, filme B italiano, venda de jóias, clipe de rap e o Van Damme. Mesmo com todas essas opções, meu sono continuava fugindo. E os amigos não paravam... Foi então, que após um silêncio prolongado ouço o seguinte verso: “Eu caminhei sozinho pela rua...”, cantado em duas vozes, uma delas, a segunda, em falsete. EU NÃO ACREDITEI. Os dois amigos não eram apenas amigos, e sim uma dupla sertaneja. A canção continuou: “Cantei com as estrelas e com a lua, sentei no banco da praça tentando te esquecer, adormeci e sonhei com você. No sonho você vem provocante, me deu um beijo doce e me abraçou, e bem na hora H, no ponto alto do amor, já era dia e o guarda me acordou”. A minha aparente perplexidade se transforma em riso, enquanto a dupla chega ao famoso refrão de Bruno e Marrone.

Não me contenho, abro a janela para ter certeza que é real o que eu estava ouvindo. O mais intrigante de tudo é que eles realmente cantavam bem. Deixo o Van Damme batendo nos seus oponentes em silêncio para melhor ouvir os dois cantantes. A música acaba, mas logo já iniciam outra, e outra, e outra. Meu repertório sertanejo já não conhecia essas canções. Penso em ir até a rua, me oferecer para ser o produtor dessa dupla, com certeza teriam futuro. Enquanto ouço as músicas e penso qualquer coisa, Morfeu vai se esgueirando pelo quarto. Aproxima-se e com a rapidez de um lince me faz pegar no sono. Criatura sacana! Enquanto estou entediado ele se esconde, mas quando encontro algo peculiar e interessante, ele vem e me adormece sem nenhuma satisfação.

Na manhã seguinte, acordo me questionando se realmente presenciei aquilo. Chego à conclusão que não era um fruto de minha imaginação. Sem refletir muito, faço os rituais matinais e vou para universidade. Dia cansativo, nem toco nas reminiscências da madrugada. Quando a próxima madrugada vem chegando, me mantenho atento, esperando mais um ensaio da dupla. Essa madrugada parecia mais monótona. Até os lixeiros não demonstravam a mesma alegria. Espero até enquanto agüento os ataques de Morfeu. Durmo.

Já se passaram meses e a dupla nunca mais se apresentou enfrente a igreja, tornando mais intrigante o ocorrido. Madrugadas se sucedem e outras passagens de realismo fantástico se apresentam. Mas até agora, nenhuma tão estranha como está.

domingo, 26 de agosto de 2007

Um dia você vai servir a alguém


O post de hoje é sobre algo que conheci há poucos dias, mas que me conquistou nas primeiras frases. É a versão feita pelo cantor gaúcho Vitor Ramil, da música “Gotta Serve Somebody” do incansável Bob Dylan. Confesso que pouco conhecia sobre a carreira de Vitor Ramil, mas me impressionei com a roupagem brasileira que ele deu as idéias do Bob. Ramil juntou algumas Idiossincrasias tupiniquins e ao lado do ótimo letrista Lenine, bradou um retrato perfeito da sociedade brasileira.
Em entrevista ao meu programa de rádio, Vitor fala com é vercionar um gênio como Bob Dylan: “(...)Pra mim é muito desafiador a forma dele. Eu sou muito simétrico e não sou um letrista verborrágico, e o Dylan é totalmente o contrário disso. É um cara que as letras, além de serem grandes, são de uma forma, do ponto de vista da melodia, caótica. Cada verso ela canta de um jeito(...)”.

A música se encontra no álbum Tambong, de 2000. Vejamos a letra então:

Você pode ser rei no país do futebol
Pode ser viciado em bingo e nunca ver a luz do sol
Você pode ser um mago e vender livros de montão
Pode ser uma socialite, enriquecer vendendo pão

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Pode ser incendiário e fazer um índio arder
Você pode ser o índio vendo a chama acender
Pode ser um bom ladrão, pode ser um mau juiz
Pode ter um passado limpo, pode ter uma cicatriz

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode estar na mídia sem saber porque
Você pode ser dono de uma rede de TV
Você pode dar o fora tendo tudo pra ficar
Adotar um nome diferente, você pode mesmo se isolar

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode trabalhar na construção civil
Pode estar desempregado, com a vida por um fio
Você pode ter poder, fazer coisas que ninguém fizer
Pode ter mulheres numa jaula, pode ter as drogas que quiser
Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode desejar a cura com Lacan
Você pode procurar os serviços de um xamã
Você pode ser um pregador, chutar os santos do altar
Você pode ter um bom discurso, você pode nem saber falar

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode ser demente, pode ser doutor
Você pode ser sincero, pode ter rancor
Você pode ser um crente, você pode ser ateu
Pode ser um leitor vaidoso ou uma miss que nunca leu

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Você pode ser turco, pode ser nissei
Pode estar ali na esquina, estar onde jamais pensei
Você pode me adular, você pode me esquecer
Você pode estar me ouvindo agora, você pode mesmo nem saber

Mas um dia vai servir a alguém, é
Um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo
Ou seja a Deus
Um dia você vai servir a alguém

Bom, aí vai o link caso queira ou ouvir o meu programa de rádio onde tratamos de versões e entrevistamos Vitor Ramil.

http://www.rotasulbus.com/promusica800am/pm35.html

Por hoje era só! Grande abraço!