domingo, 8 de março de 2009

O quanto podemos crescer em 4 anos?


No final de 4 anos de faculdade chego a uma conclusão, que para quem lê pode parecer óbvia, mas que para mim realmente é uma descoberta: A universidade é o laboratório da maturidade. Nesse tempo curto tempo, evoluimos talvez mais pessoalmente do que intelectualmente... mas isso é bom.

Nesses 4 anos aprendi a ser amigo, a ser tolerante, a amar e a me expressar. Descobri que o mundo não era como eu pensava, não tinha apenas 10 tipos de pessoas, e sim um infinito de não-esteriótipos, cada um com o seu tipo de loucura. Descobri a minha parcela de loucura, e descobri que a minha escolha de desistir da medicina e me jogar no sacerdócio do jornalismo era a coisa certa.
Tive sorte de entrar em uma turma que nunca tive igual. Para os de fora, não pense que tudo foram flores, pelo contrário. Apesar das muitas alegrias, tiveram muitas brigas. Muitas mesmo e em grande parte delas eu era um dos protagonistas. Só que a força de união fez com que suportássemos as divergências para chegar em 27 de fevereiro de 2009.

Vídeo com discurso de Otávio Chagas e Raero Monteiro:


A formatura, em sí, não foi nada mais que uma formatura. Mas o discurso dos brilhante oradores Otávio Chagas e Raero Monteiro, fez a sintese perfeita do que foi nossa caminhada no jornalismo. E o Baile... AH o baile! Nunca aproveitamos tanto uma festa quanto nesse dia. Apesar da presença de outros amigos, parecia que nada existia além dos nossos colegas. Ou melhor, dos nossos ex-colegas, agora grandes amigos.

Agora cada um vai para o seu lado, mas tenho certeza que todos levam consigo um pedacinho da personalidade de cada colega. Espero que nos encontremos de novo. Se isso não acontecer, apenas quero dizer que circula no mundo, junto comigo, um pedacinho de cada um de vocês.

Para encerrar, chamo um texto do 'La Liberátia' feito pelo Jeferson Dornelles justamente sobre a nossa turma: CLIQUE AQUI

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

No hablamos español


Com sede de novidades musicais fui a banca comprar a Rolling Stone Brasil (RSBR) de Novembro. Decidi dar mais uma chance para RSBR me provar como eu estava enganado. Entretanto, nas primeiras páginas já vi que minha rusga com a publicação continuaria...

A matéria ‘Sangue Latino’ de Filipe Albuquerque se pergunta porque roqueiros que cantam em espanhol não fazem sucesso no Brasil. A ingenuidade do autor o faz buscar hipóteses engraçadas. Além disso, ele emputa ao ‘consumidor de música’ a culpa por não ouvir os hispânicos.

Bom, ao ler essa matéria fui recorrer ao meu arquivo. Fui procurar nas 7 ou 8 RSBR que tenho para ver quantos artistas hispânicos foram contemplados pela publicação. Não encontrei nenhum. Desafio alguém a encontrar uma notícia sobre estes artistas no site da RSBR.

Então, concluo que no texto de Filipe Alburquerque faltou o principal fator do insucesso dos ‘hermanos’: A escassa cobertura feita pela imprensa brasileira sobre esses artistas. É difícil gostar do que não se conhece. Os poucos que conseguem uma breve exibição em rádios e tv’s, ampliam muito seus fãs no Brasil. Como é o caso de Fito Paez.

Por tudo isso, resolvi postar dois sons em espanhol que gosto e recomendo. Duas bandas argentinas de Folk Rock com muitas influências interessantes.

SEMILLA

A banda formada em Buenos Aires, em 2001, gravou seu primeiro e único disco em 2005. Eles podem ser considerados a perfeita devinição do Folk Rock. Guitarras pesadas com acordes típicos de ritmos clássicos argentinos como o tango e chacarera.

Além disso, a utilização de instrumentos típicos como bumbo leguero, muito utilizado pela música gaúcha. Em ‘vuelve’ temos até uma harmonia de blues. Destaque também para o vocal da também guitarrista Barbara Palacios.

Recomendo bastante essa banda! É a mostra que a música tradicional de um país pode ser incorporada no rock. O que é muito pouco praticado no RS.

ONDA VAGA

Formada de argentinos que se conheceram no Uruguai, o grupo também surgiu em Buenos Aires, em 2007. A banda já apresenta uma boa visibilidade no mercado argentino, tocando em festivais junto com figuras consagradas como R.E.M e The Jesus & Mary Chain. Um pouco menos rock que o Semilla, o grupo usa bastante metais em suas composições, mas o ritmo denuncia que se trata de uma banda argentina.

Assim como o Semilla, apresenta uma percussão interessante. Em seu único álbum, o ‘fuerte y caliente’, a banda traz inclusive uma Bossa Nova: ‘Havana affair’, que é canta em inglês. Pelo bom humor e ampla utilização de metais, a banda lembra os brasilienses do Móveis Coloniais de Acajú.

O Onda Vaga é uma banda interessantíssima, e assim como o Semilla, é um bom som para quem não tem pré-conceitos musicais.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Aviso aos leitores, se eles ainda existirem


Eu realmente não sou um bom blogueiro... Quando parece que o blog vai engrenar, dou uma parada de alguns meses. Por um tempo pensei: “Bah, quando acabar a monografia vou postar direto!”. Que nada, ficar sem fazer nada, carregando preocupações ligadas ao futuro profissional, me fez não conseguir escrever nada publicável.

Bom, felizmente os tempos já são outros. Já não estou mais em Santa Maria, e já não estou mais desempregado. Espero que os ares de Porto Alegre e do novo emprego me ajude a retomar a melhor forma do blog.

Por hora, era isso, aguardem um texto para os próximos dias... Se não rolar, aí você já sabe que estou em crise criativa!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mallu Magalhães escolheu o Hermano errado


Acho que a Mallu Magalhães errou de Hermano... Calma! Este não é um post sobre a qualidade musical de Mallu Magalhães, ou mesmo para falar sobre seu namoro com Marcelo Camelo. Esta postagem é para falar do Little Joy, projeto solo de Rodrigo Amarante, junto com o brasileiro Fabrizio Moretti, baterista do Strokes e a americana Binki Shapiro.

Bom, agora você me pergunta: “Tah, mas que cargas d’água tem a Mallu Magalhães a ver com o Little Joy”. Então eu explico. A sonoridade do Little Joy é, o que eu definiria, como um Folk praiano, que em muito lembra as músicas de Mallu. São músicas calmas, bonitinhas e leves... Lá no fundo também trazem uma referência a Bossa Nova. Desta forma, teria sido bem mais construtivo se ao invés de manter uma ‘parceria’ com Camelo, que Mallu se juntasse ao Amarante.

Bobagens à parte, não me atraiu muito o som do Little Joy. Considero esse disco como legitimo ‘disco de férias’. É quando o artista está de saco cheio de ficar enfurnado em estúdios e então pára e se reúne com alguns amigos em uma casa para compor ‘a la vonté’. Não pense que é um disco mal feito, pelo contrário. Acredito que não gostei bem mais por gosto pessoal. Mas também é inegável que a repercussão causada pelo trio se deve bem mais a sua fama, do que a qualidade do som.

Veja o clipe do primeiro single do trio: Next Time Around

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Texto do OpiniãOposta! na pangea da língua portuguesa


Através de um comentário do seu criador aqui no OOP, descobri o site ‘O Patifúndio’. A revista virtual tem como objetivo “trazer à tona os personagens e as histórias que constroem a realidade deste mundo lusófono. Foi criada também para ser uma tribuna alternativa, cujo primeiro atributo para adentrar não é ser jornalista, e sim, saber contar e valorizar uma boa história da vida real.”

Assim, o site dá oportunidade para qualquer pessoa, que viva em um país que fale a nossa língua, possa publicar seu texto.

Então, como quem não quer nada, mandei um texto aqui do OOP, que foi publicado! Foi a ‘Crônica de um desempregado’, postada no dia 14 de março deste ano.

Agradeço a Michell Niero, idealizador do site, que publicou o texto. Quero também parabenizá-lo pela iniciativa. Recomendo a todos que curtem uma boa literatura verdadeira e cotidiana: acessem ‘O Patifúndio’

Leia o texto publicado no site clicando aqui

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Em busca do 'balaião' perdido!

Com o amplo acesso aos downloads a diminuição na compra de cd’s originais foi brutal. Isso todo mundo sabe. Entretanto, tem ocorrido nos últimos dois anos uma tendência muito interessante: estão indo cada vez mais cd’s novos para o ‘balaio das baratesas’. Isso é muito bom para colecionadores sem dinheiro como eu. Quando tenho tempo e dinheiro, vou a lojas do ramo e cavo as pilhas de cd’s ruins em busca de alguma raridade interessante. Este post será para isso: apresentar alguns cd’s bons e baratos que encontrei nos balaios. Selecionei 3, que considero os melhores.

1) Martin Scorsese Present “The Blues”: Eric Clapton
O cd é de 2003 e integra uma série de documentários idealizada por Martin Scorsese. Destes documentários saíram 5 cd’s com suas trilhas e mais 12 cd’s com coletâneas individuais de alguns artistas. E foi uma dessas coletâneas que encontrei no balaião do BIG. É uma compilação muito boa da carreira de Eric Clapton. Traz os seus rocks mais pesados (época que integrava o Cream) como ‘Spoolfull’ e suas músicas mais blues. A distribuição deste cd no Brasil foi pequena. Então ao encontrá-lo no balaião do BIG, por R$17... não tive dúvida... comprei, apesar de não achar 17 um preço tão barato assim.




2) Riding with the king: B.B. King & Eric Clapton
Considero um dos maiores clássico de todos os do blues. O encontro de um bluseiro da velha guarda, com um dos responsáveis pela fusão do blues com o rock na Inglaterra. Dois grandes guitarristas em um álbum cheio de sentimento e bom humor. Esse eu encontrei em balaião de um shopping de Porto Alegre pela bagatela de R$ 14.



3) Audioslave – Audioslave (2002)
Para mim, está entre os melhores discos de rock dos últimos 10 anos. É o cd de partida de uma possível superbanda que acabou não se afirmando. O Audioslave surge da união do clássico Rage Agains the Machine com o ex-vocalista do Soundgarden, Chris Cornell. Com um instrumental consistente e um vocal matador, o primeiro cd da banda apresenta muitas músicas boas como “Cochise”, “Gasoline”, “Show me how to live” e etc. Foi desencavado de um balaio em Tramandaí. Pena que o Audioslave não manteve-ve o nível nos outros dois cd’s. A banda acabou em 2007, com saída do ‘estrela’ Chris Cornell.


Esses são apenas três, mas já encontrei cd bons e baratos de: Jet, Red Hot, Offspring, B.B. King, Miles Davis, Tony Bennett e Nirvana. Não tenha preguiça... eu sei que dá um desânimo quando se vê aquela pilha de cd’s do Mano Lima e Samba Moleque, mas lá no fundo, bem no fundo, garanto que vai ter uma raridade esquecida.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A grana é 'A Favorita'

Sempre tentei me manter longe de frases prontas como “A Globo manipula” ou “Abaixo a mídia hegemônica”. Esse tipo de afirmação só caracteriza uma falta de conhecimento do real andamento dos meios de comunicação e um desvio de foco na forma de protestar. Claro que existem manipulações, mas o importante é saber como ela acontece. Manipulações, ou trocas de focos na mídia se dão, geralmente, mais por interesses econômicos da empresa em questão, do que por ideologia.

É o caso do da novela ‘A Favorita’. Estranho uma novela detalhar tanto o ramo de atuação dos seus personagens. A trama toda ocorre em volta de uma família dona de uma grande empresa de celulose. Opa! Empresas de fabricação de celulose... Isso não me cheira bem.
Certo dia, em uma viagem a casa dos meus pais, vou assistir com minha mãe a um capitulo da novela, mais pensando na vida do que assistindo, quando sou interpelado pelo seguinte diálogo: (Assista a cena clicando aqui, ou no player logo abaixo)

Vó: É... fama não enche barriga... Só se ele estivesse maluco de deixar uma fábrica séria, respeitável, grande, assim como a Fontini...

Tia: Respeitável, mas causa muito desmatamento...

Neto: Não é assim tia... A floresta de eucalipto cresce sem encostar na mata nativa, e ao contrário de que muita gente pensa, a Fontini recupera essas áreas degradadas da Mata Atlântida. Vovó sabe disso!

Vó: Até o Copola (inimigo do dono da fábrica) reconhece que o Dr. Gonzalo (dono da fábrica) fez um trabalho muito bom, excepcional! Ah, todo mundo sabe... ele fez a Fontine crescer graças a plantação dessa floresta exclusivamente para a fabricação da celulose e do papel.

Neto: é isso mesmo... o próprio Vô Copola sempre diz que o Brasil é referência mundial na industria de celulose.

O personagem diz isso e sem explicação troca de assunto... Se achava estranho antes, agora tive certeza... Se a industria da celulose não conseguiu ter uma boa imagem por bem, agora seria por mal. Decidi ficar olhando o capítulo até o fim para saber de quem era o merchandising, que aparece junto com os créditos da novela. Na mosca... Merchandising pago pela Bracelpa: Associação Brasileira de Celulose e Papel. Só a união das maiores empresas brasileiras do ramo da celulose papel. Logo, muita grana envolvida.

O problema não está em patrocinar uma novela, e sim em usar técnicas de desinformação para melhorar sua imagem. Se fosse um personagem que comprasse papel e falasse: ‘que papel legal!’ ou ‘que celulose interessante!’, assim como são as propagandas de celulares e produtos cosméticos, não teria problema. Mas não, a propaganda diz: ‘Plantar celulose é legal e não faz mal a natureza’. Para mim, com o mínimo de conhecimento que tenho sobre o assunto, esta propaganda se equivaleria a uma de cigarros dizendo: ‘Fume, faz bem para saúde e ainda ajuda os agricultores’.

São muitos os estudos que apontam os malefícios das monoculturas de eucalipto. Desde a desertificação do solo até o aumento do êxodo rural. Em contra partida, ainda não ouvi, nem li, algo que rebatesse essas acusações. Inclusive, a UFSM tem muitas pesquisas financiadas por empresas desse ramo. Mas se você quiser saber quem realmente é financiado, acesse o site Às Claras, que mostra todos os doadores de campanhas políticas passadas.

Faça o seguinte, vá até o site e selecione as prestações de conta da eleição de 2006. No campo para pesquisa, digite a palavra ‘celulose’ e clique em pesquisar. Você vai encontrar mais de 10 empresas que financiaram campanhas de políticos. Só a Aracruz, gigante do ramo, doou milhões. Inclusive, o prefeito eleito de Santa Maria, Cezar Schirmer, é um dos beneficiários da empresa.

Quando fiquei sabendo desse valor que está sendo investido nos deputados e senadores, ficou claro para quê está servindo esta publicidade na novela das 8. O mais interessante, é que todos os sites que chamam a mídia de manipuladora fizeram vagas referência sobre esse caso, não citando nenhum fato pontual como estou fazendo.

Fontes:
Bracelpa
Às Claras
Rede Globo

Imagem:
Weno

Assista ao video! (O diálogo citado acima está em 3 min e 30 seg)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Justificativa!

16h29min. Tarde de sol... perfeito para fazer nada.
Enquanto escuto na rádio uma entrevista sobre a filosofia do 'Nadismo' aparo as arestas do meu primeiro capítulo...

Este post é para justificar a minha ausência. Falta menos de um mês para entregar a monografia e estou dando um sprint.

Em dezembro volto com força total... Ou não... hahaha!

Enquanto isso, fique com uma charge sobre os blogueiro, do site Nada a ver: O nome é Problogger e conta as peripécias de um blogueiro à maneira antiga:


Saudações a todos

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

How much?

Quanto vale o seu blog?
É a pergunta que o blog da Business Opportunities Weblog tenta responder. Baseado em cálculos de Tristan Louis e utilizando os critérios de hierarquização dos blogs, o softwear calcula e dá o resultado em poucos segundos.

O OpiniãOposta! vale a bagatela de 3,387.24 de Dólares, cerca de 6,276 de Reais. Pensando profundamente, com o rendimento que meus investimentos vem tendo... eu venderia... Podem me chamar de capitalista, de privatizador ou até de Fernando Henrique Cardoso.

Nesta tendência, muitos portais da internet compram blogueiros para trazer leitores para o seu site. Em alguns casos, a oferta é tão insignificante que até parece piada: Marcelo Träsel, um grande pesquisador das novas tendências da comunicação na internet, dono do blog Martelada, foi assediado pelo site da Editora Abril. Em troca de seus textos e sua audiência, eles ofereciam um blog com layout limitado e o status de ser blogueiro da Abril. Assim, Marcelo, com muito bom humor, postou a proposta indecorosa em seu blog.

Bom, se ficou interessado em comprar o OOP!, podemos negociar...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Blogs: Onde pesquisar!


Com os blogs gratuitos a blogosfera se tornou um espaço aberto a qualquer um que tenha o mínimo de acesso e intimidade com a Internet. Essa grande abertura significa uma quebra de paradigma enorme. Antes da internet, poucos tinham suas vozes vinculadas em uma mídia de alto alcance. Com exceção de seções de cartas dos leitores, o consumidor da informação não tinha espaço algum para vincular suas idéias.

Com o surgimento da internet, isso ficou mais fácil. Entretanto, por muitos anos a internet foi um espaço de emissão reservado a pessoas que dominavam as codificações HTML. Quando o formato blog, como conhecemos hoje, foi disponibilizado gratuitamente por servidores como Blogger e Wordpress, o ultimo paradigma da internet havia sido quebrado. Agora, qualquer um tem um bom espaço para vincular suas idéias e compartilhar conhecimentos.

Por isso, resolvi postar dois livros sobre blog no OOP. Para quem não sabe, meu trabalho de conclusão é sobre blogs. Então, nos últimos meses, tenho ido a caça de autores que tenham uma boa concepção desse fenômeno, que já não é considerado tão novo assim. Vou dar duas dicas: Um livro para você ler e outro para ignorar.

NÃO LEIA:
Blog: Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, do blogueiro republicano Hugh Hewitt.

Qualquer argumento que é construído em cima da idéia que existem os bons e os maus, para mim, não é valido. Não entendeu? Bom, Hugh Hewitt é um republicano ferrenho, que acredita que todos os democratas, ou esquerdistas, são fanáticos. Por conseqüência, todos os republicanos, ou direitistas, são pessoas centradas e que entendem de política. Todo o discurso de Hugh é fundado sobre essa premissa. O fanatismo de Hewitt é tão grande que na introdução do livro ele dá um aviso aos leitores que não compartilham da ideologia do autor: Largue este livro e vá rever seu DVD do Michael Moore.

O livro pretende ser uma carta de intimação para quem ainda não tem um blog. Neste ponto, Hugh traz uma perspectiva mais empresarial do fenômeno dos blogs. Ele também apresenta algumas situações onde os blogs pressionaram a grande mídia até que ela tomasse o fato como importante.

Apesar do que foi dito a cima, no meio das divagações panfletárias de Hugh Hewitt pode se encontrar algumas frases sensatas que refletem as inovações e potencialidades trazidas pela blogosfera.

LEIA:
Blogs y Médios: Las claves de una relación de interés mutuo
José Manuel Noguera Vivo, pesquisador espanhol, fez um livro extremamente completo trazendo os aspectos técnicos e sociais da blogosfera. Com uma bibliografia de dar inveja a qualquer pesquisador, ele apresenta vários aspectos da comunicação e interação mediada por blogs. Junto, traz um estudo de mais de 150 blogs de meios de comunicação. José Manuel deixou uma versão de sua obra em domínio publico. Assim, qualquer pessoa pode fazer o download.
Este é um ótimo livro para estudantes de comunicação ou mesmo para aquelas pessoas que querem conhecer o fenômeno ou incrementar seus blogs.