quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Justificativa!

16h29min. Tarde de sol... perfeito para fazer nada.
Enquanto escuto na rádio uma entrevista sobre a filosofia do 'Nadismo' aparo as arestas do meu primeiro capítulo...

Este post é para justificar a minha ausência. Falta menos de um mês para entregar a monografia e estou dando um sprint.

Em dezembro volto com força total... Ou não... hahaha!

Enquanto isso, fique com uma charge sobre os blogueiro, do site Nada a ver: O nome é Problogger e conta as peripécias de um blogueiro à maneira antiga:


Saudações a todos

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

How much?

Quanto vale o seu blog?
É a pergunta que o blog da Business Opportunities Weblog tenta responder. Baseado em cálculos de Tristan Louis e utilizando os critérios de hierarquização dos blogs, o softwear calcula e dá o resultado em poucos segundos.

O OpiniãOposta! vale a bagatela de 3,387.24 de Dólares, cerca de 6,276 de Reais. Pensando profundamente, com o rendimento que meus investimentos vem tendo... eu venderia... Podem me chamar de capitalista, de privatizador ou até de Fernando Henrique Cardoso.

Nesta tendência, muitos portais da internet compram blogueiros para trazer leitores para o seu site. Em alguns casos, a oferta é tão insignificante que até parece piada: Marcelo Träsel, um grande pesquisador das novas tendências da comunicação na internet, dono do blog Martelada, foi assediado pelo site da Editora Abril. Em troca de seus textos e sua audiência, eles ofereciam um blog com layout limitado e o status de ser blogueiro da Abril. Assim, Marcelo, com muito bom humor, postou a proposta indecorosa em seu blog.

Bom, se ficou interessado em comprar o OOP!, podemos negociar...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Blogs: Onde pesquisar!


Com os blogs gratuitos a blogosfera se tornou um espaço aberto a qualquer um que tenha o mínimo de acesso e intimidade com a Internet. Essa grande abertura significa uma quebra de paradigma enorme. Antes da internet, poucos tinham suas vozes vinculadas em uma mídia de alto alcance. Com exceção de seções de cartas dos leitores, o consumidor da informação não tinha espaço algum para vincular suas idéias.

Com o surgimento da internet, isso ficou mais fácil. Entretanto, por muitos anos a internet foi um espaço de emissão reservado a pessoas que dominavam as codificações HTML. Quando o formato blog, como conhecemos hoje, foi disponibilizado gratuitamente por servidores como Blogger e Wordpress, o ultimo paradigma da internet havia sido quebrado. Agora, qualquer um tem um bom espaço para vincular suas idéias e compartilhar conhecimentos.

Por isso, resolvi postar dois livros sobre blog no OOP. Para quem não sabe, meu trabalho de conclusão é sobre blogs. Então, nos últimos meses, tenho ido a caça de autores que tenham uma boa concepção desse fenômeno, que já não é considerado tão novo assim. Vou dar duas dicas: Um livro para você ler e outro para ignorar.

NÃO LEIA:
Blog: Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, do blogueiro republicano Hugh Hewitt.

Qualquer argumento que é construído em cima da idéia que existem os bons e os maus, para mim, não é valido. Não entendeu? Bom, Hugh Hewitt é um republicano ferrenho, que acredita que todos os democratas, ou esquerdistas, são fanáticos. Por conseqüência, todos os republicanos, ou direitistas, são pessoas centradas e que entendem de política. Todo o discurso de Hugh é fundado sobre essa premissa. O fanatismo de Hewitt é tão grande que na introdução do livro ele dá um aviso aos leitores que não compartilham da ideologia do autor: Largue este livro e vá rever seu DVD do Michael Moore.

O livro pretende ser uma carta de intimação para quem ainda não tem um blog. Neste ponto, Hugh traz uma perspectiva mais empresarial do fenômeno dos blogs. Ele também apresenta algumas situações onde os blogs pressionaram a grande mídia até que ela tomasse o fato como importante.

Apesar do que foi dito a cima, no meio das divagações panfletárias de Hugh Hewitt pode se encontrar algumas frases sensatas que refletem as inovações e potencialidades trazidas pela blogosfera.

LEIA:
Blogs y Médios: Las claves de una relación de interés mutuo
José Manuel Noguera Vivo, pesquisador espanhol, fez um livro extremamente completo trazendo os aspectos técnicos e sociais da blogosfera. Com uma bibliografia de dar inveja a qualquer pesquisador, ele apresenta vários aspectos da comunicação e interação mediada por blogs. Junto, traz um estudo de mais de 150 blogs de meios de comunicação. José Manuel deixou uma versão de sua obra em domínio publico. Assim, qualquer pessoa pode fazer o download.
Este é um ótimo livro para estudantes de comunicação ou mesmo para aquelas pessoas que querem conhecer o fenômeno ou incrementar seus blogs.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

OOP na eleição apresenta: Propaganda eleitoral



Este post abre a Série “OpiniãOposta na eleição 2008”.

Iniciou hoje a ‘Propaganda Eleitoral Gratuita’. A vontade de conhecer os postulantes a câmara de vereadores de Santa Maria, me fez abandonar o debate esportivo que costumeiramente ouço. Mas já adianto, não me arrependi da troca.

Foram 30 minutos de muitas gargalhadas e poucas propostas. A cada dez candidatos, apenas 2 apresentavam alguma proposta. Os outros se esmeravam em mostrar como eram honestos, ou como eram ‘descolados’, como é o caso do candidato entitulado ‘Rack’.

Mas se faltam propostas, sobram ‘rimas ricas’. Os candidatos estão inspirados:
- “Chega de lorota, vote no Chicota”
- “Vote certinho, vote no Tigrinho”
- “Vote sério, vote no Astério”
- "Chega de mesmice, vote no Sanfelice"

A cidade de Santa Maria se destaca também pelo número de candidatos que concorrem sobre a alcunha de um apelido. Alguns apelidos bem curiosos, por sinal: o Juba, o Asa, o Alemão do Gás, o Cezar Papagaio, o Bigode, o Motorista - Irmão Reni Barriga, Jacaré, Professor Batata, e o Tampa. Ainda temos um nome que não é apelido, mas que não é menos curioso: John Wayne. Isto mesmo. Este é o nome de um policial militar candidato a vereador. Os pais dele deviam gostar bastante de ‘bang-bang’, pois John Wayne foi um dos grandes atores do estilo.

A Propaganda Eleitoral Gratuita em Santa Maria está demonstrando que pode ser uma ótima arma para os bons candidatos se destacarem neste mar de mesmice.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mombojó: Resenha sem fim


Outubro de 2007. BR-287. Empolgado com a idéia do blog, sento na minha poltrona no ônibus que se dirige a São Luiz Gonzaga e já coloco meus fones. Espero passar as distrações da cidade e acendo as luzinhas do ônibus para iniciar minhas anotações, pois já passavam das sete. Dou play na vitrolinha e aprecio a confusão da música que contrasta com a minha paz interior e a tranqüilidade das vacas que pastam enquanto o sol se esconde rápido. Fecho a cortina e me isolo do clima bucólico, me concentrando cada vez mais na música.

Abro meu bloco vermelho de seis estrelas e olho para o visor do meu toca-discos branco: Mombojó – Cabidela (3:54). Começo minhas anotações. Elas duram quase duas horas e quatro páginas. Vasculho os mínimos detalhes de cada melodia desafiadora dessa banda pernambucana. Atordoado com a carga musical, desligo meu sonzinho e pego no sono até chegar em pagos missioneiros.

Guardo minhas anotações até o momento oportuno para escrever uma resenha bem fundamentada sobre o Mombojó. Entretanto, os dias vão passando, a minha paz de espírito vai diminuindo e meus compromissos vão aumentando. O bloco continua sempre muito usado, mas minhas anotações continuam estáticas. Em uma tarde de trabalho jornalístico, enquanto apertávamos um suspeito de peculato, a gloriosa caderneta vermelha, com um desenho de um gigante atrás, se perdeu. Anotações, telefones, pensamentos, conversas durante a aula e mais coisas pessoais caíram na mão de alguém que leu e riu muito, ou simplesmente jogou no lixo.
Enfim, todo meu trabalho havia ido fora por culpa da minha preguiça. Portanto, resolvi escrever uma resenha mais baseada no coração do que na razão. Acho que é a melhor forma de analisar Mombojó. Instrumentos de sopro, samba, jazz, pitadas eletrônicas com rock pesado e uma pegada nordestina que fecha muito bem essa mistura.

A banda Mombojó é formada por sete jovens recifenses que novamente pegam as raízes do mangue e ligaram a seus computadores, fazendo um som inovador denominado (por eles próprios) Nova MPB. A banda iniciou em 2001, tocando em vários festivais e conseguindo ter uma notabilidade relativa. O som estranho e sedutor chamou atração de muitos críticos. Em 2004, através do Sistema de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Recife, conseguiram gravar seu primeiro álbum. NADADENOVO apresenta a jovem banda
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01/08/08
Abro uma pasta de documentos que há muito nem passava os olhos. Além de vários álbuns que havia feito download, encontro esta resenha inacabada. Quase um ano depois, volto a saga que acabou esquecida em uma gaveta do meu computador. Mas decepando o ‘nariz de cera’ vamos ao que interessa: O Mombojó já tem o seu segundo disco que se chama O homem espuma. Eu considero este álbum melhor do que o primeiro. Mombojó é uma banda para quem gosta de conhecer o desconhecido, sem preconceito. Decifrar letras inteligentes e poéticas escondidas atrás de um sotaque atraente. Surpreenda-se.

Baixe os dois álbuns da banda no site: www.mombojo.com.br

terça-feira, 29 de julho de 2008

Rinoceronte no 'MTV procura com Cachorro Grande'


Se lançar no cenário nacional tendo o apoio da MTV é o que muitas bandas brasileiras buscam. Poucas conseguem. Para escolher as novas caras da rede, a MTV faz alguns concursos e programas que possibilitam o acesso de novos grupos a programação do canal.

O novo reality show com este objetivo é o 'MTV procura com Cachorro Grande'. Os beberrões da Cachorro Grande vão vasculhar o sul do Brasil, gravando novas bandas que foram selecionadas pela produção do programa. A previsão de exibição do programa é para Outubro. No final, será escolhida uma das bandas para fazer um show em Porto Alegre com a Cachorro grande.

A caravana do programa chegou segunda-feira, 26 de julho, em Santa Maria. Da boca do monte foram escolhidos dois representantes: Sonnets (que particularmente não conheço) e Rinoceronte.
A gravação da Rinoceronte foi no Macondo. O Hardrock clássico e ao mesmo tempo moderno do power-trio, chamou atenção do pessoal da MTV: “Não sabemos como fomos selecionados. Eles entraram em nosso myspace e deixaram um recado dizendo que havíamos sido selecionados” explica Paulo Noronha, voca lista e guitarrista da banda.

O sigilo não pairou apenas sobre a forma de escolha, mas também sobre a forma do programa: “Parece que serão duas horas de gravação entre as músicas e entrevistas. Só sei isto. Ensaiamos 8 sons, mas não sei quantos vamos gravar” contou Noronha.

Depois da gravação, os segredos foram revelados pela produção da MTV: O programa será exibido a partir do dia 17 de novembro, e terá 9 episódios. Foram escolhidas 16 bandas.

Com uma hora de atraso, chegou o pessoal da produção junto com os integrantes da Cachorro Grande. Logo o show começou. Foram gravadas 4 músicas, mas a banda tocou 8. O som da Rinoceronte já é normalmente empolgante, naquele dia parecia estar ainda melhor, empolgando todo mundo, principalmente o integrantes da Cachorro Grande. Eles gostaram tanto, que ao final do show, puxaram o coro de ‘mais um’.

Quando a Rinoceronte desceu do palco, foi a vez da Cachorro Grande apresentar suas armas. Três dos cinco integrantes da banda fizeram uma Jam session.

Sinceramente, acredito que a Rinoceronte tem boas chances de ser um dos destaques deste programa. Esta convicção ficou mais forte quando vi o tecladista do Cachorro grande, ao sair do bar e entrar em sua van, largar a seguinte frase: “Cara, muito foda esta banda”. Confira abaixo os vídeos que gravei no dia:

Rinoceronte tocando a música Choque:



Cachorro Grande dando uma palhinha no Macondo



Confira outras bandas que foram selecionadas para participar deste programa:
Mundo 47

Lenzi Brothers
Maltines

sábado, 12 de julho de 2008

Mosca azul causa surto de gangrena no poder judiciário

Em tempos de crise moral, poucas instituições brasileiras mantêm uma boa imagem diante da opinião pública. A condição insalubre da política, a homofobia e abuso de poder do exército e a putrefação da educação básica, são alguns dos fatores que fortalecem a descrença do povo brasileiro na estrutura social do seu país.

Talvez o poder judiciário, até agora, fosse o poder menos afetado por escândalos. Pelo menos dos que vem a tona.

Mas...quando a Polícia Federal resolveu mexer em um esquema há muito instituído, e que movimentava grandes cifras, envolvendo muitos políticos e empresários do país, a maior corte do poder judiciário se manifestou para manter a ordem. A ordem do bandido, não a ordem ética.

O ministro do STF, Gilmar Mendes resolveu soltar Daniel Dantas, o grande chefe do esquema, porque ele não apresentava perigos ao andamento da investigação. Além disso, considerou que não haviam provas suficientes para prendê-lo, assim desautorizando a decisão do juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal de São Paulo.

Gilmar ainda chamou Fausto de insurgente, pelas suas atitudes que contrariavam as decisões da corte superior. Entretanto, Fausto de Sanctis teve o apoio de muitas organizações ligadas ao exercício do direito.

Sobre o caso, faço as pazes com o Jabor e uso uma citação dele para me posicionar sobre o caso: “A polícia federal tem entrado com um corte cirúrgico nesse problema. Com Grande eficiência.(...) E alguns juristas ainda reclamam: ‘A polícia federal dá show para mídia’. E daí? A mídia não é um palavrão. É o canal por onde o povo vê o país. Ao invés de se inquietar com a eficiência da polícia, o judiciário deveria se preocupar com a imagem que a população desinformada tem dele: ‘Ah! A polícia prende e a justiça solta’. O judiciário precisava também ser aplaudido na mídia.

Confira o comentário de Arnaldo Jabor na íntegra:

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Audiência qualificada! Este blog tem acessos da Câmara dos Deputados



Uma com muitos assessores bem pagos, outra com poucos funcionários que amargam baixos salários. Uma com verba para material de escritório e correspondência, outra com racionamento de folhas e impressão. Uma com muitos lobistas loucos para fechar um negócio, outra com fundações para a ‘desburocrátização’ de suas verbas.

Realmente existem muitas diferenças entre as realidades da Câmara dos Deputados federais e as de uma universidade federal. De longe, mas muito longe, observamos com perplexidade recessos pelas razões mais variadas e benefícios que engordam o mísero salário de R$ 12.874,20. Segundo um levantamento feito pela revista Rolling Stone de fevereiro de 2007, um deputado federal pode custar até R$ 101.000.00, por mês.

Mas engana-se o cidadão que pensa que os trabalhadores da Câmara dos Deputados federais não se preocupam com a realidade do universitário das instituições federais. Tenho provas do que afirmo.



(A imagem acima comprova o acessoa esse blog direto da Câmara dos Deputados, no dia 25 de jun, às 16h18min. As setas vermelhas marcam o lugar do acesso)

Olhando a origem dos acessos a esse blog, como rotineiramente faço, vi que um deles partia de uma das belas salas da ‘casa do povo’, ou melhor, da ‘casa dos representantes do povo’. Fiquei muito lisonjeado pela nobre deferência. E aproveitando a audiência qualificada, digo que os universitários sempre estarão dispostos a investigar a aplicação das emendas dos famigerados parlamentares. Não se preocupem. Se depender de nós, suas emendas não serão desviadas do rumo correto

Abraços a vossa excelência, e obrigado pela preferência!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

1 ano.



Conhecendo a minha personalidade, um ano de qualquer projeto equivale a uma década. A persistência com certeza não é uma virtude minha. Já tive um blog que durou três postagens e outro que não passou de 15 minutos de empolgação. Sob o pretexto de uma ferramenta para melhor minha escrita precária, criei mais um blog.

Estava na aula, mas a idéia que há alguns minutos estava na minha cabeça me trazia uma urgência de um problema não resolvido há anos.

Então me avancei no computador livre e iniciei a gestação desse espaço. Nome? Imagino que dar nome a um filho seja mais fácil que nomear um blog. Queria algo ousado e inteligente, mas o tempo era curto. Então em 43 segundos de reflexão coloquei o primeiro trocadilho que me surgiu e já engatei a primeira postagem. Simples, feia, mal feita e de uma indignação juvenil. A segunda já foi com mais dificuldade. Mas a partir daí a coisa foi engrenando.

Os leitores foram chegando... Muitos por amizade com certeza. O engraçado dos leitores por amizade é que o comentário é sempre o mesmo: “Muito bom teu blog, depois deixo um comentário”. Eu entendo. É para não perder a amizade. As vezes faço isso também.

Momentos criativos, outras dramáticos e outros nulos. No mês que tinha mais tempo livre acabei silenciando. Não por querer, mas por um bloqueio criativo que era sintoma dos erros que vinha cometendo: subverter minhas convicções.

Foi um ano que demorou a passar. Poucas postagens, mas sempre com o melhor de mim. Meus textos podem não ser bons, mas carregam toda a minha devoção, pelo menos durante os minutos que me dedico a eles.

O OpiniãOposta me trouxe muitas coisas boas. Me ajudou a pensar na vida, aprimorar a minha forma de exposição de uma idéia, além de ser um ótimo passatempo. Também devo ressaltar que através dele conheci muitas pessoas legais. Não pessoalmente, mas por muitas conversas via MSN e comentários.

Hoje sou mais cético, realista, apaixonado e idealista. Pode parecer contraditório, mas para mim faz o maior sentido. Por isso, agradeço a todos que pelo menos passaram por este espaço digital durante esse 1 ano. Vocês contribuíram para uma evolução pessoal!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Hardrock como me gusta


O Hardrock surgiu no fim da década de 60, quando o rock ainda era muito leve e puro. Por isso, foi batizado com esse nome: “Rock pesado”. Entretanto, trazia características bem marcantes, como a abundância de riffs e solos de guitarras, baixos bem marcados, baterias fulminantes e a grande influência de estilos como o folk e o blues. Mas com o passar dos tempos esse conceito foi se perdendo com a capilarização do rock em várias subdivisões, que não deixam de ser rock pesado, na acepção da palavra, mas são muito diferentes de sua origem.


Em pleno século 21, quase 40 anos depois do surgimento do Hardrock, algumas bandas ainda continuam fazendo esse som, como na sua origem, acrescentando alguns elementos da modernidade. Por isso, resolvi fazer a seleção de algumas bandas que fazem um som pesado, mas situado no seu tempo, sem tentar ser ‘cover’ das bandas consagradas da década de 70.

Sei que muitos vão pensar “Mas essa banda não é Hardrock” ou “mas aquela banda é hardrock e não foi incluída”. Bom, por isso resolvi nomear o CD de ‘Hardrcok como me gusta’. Espero que gostem, e aguardo comentários bastante críticos! Também está a disposição os links dos cd’s que as músicas foram tiradas para quem quiser conhecer mais sobre as bandas.


BAIXE O CD

1- Audioslave – Cochise (3:42)
Música de abertura do primeiro álbum da banda, um dos melhores de rock dos últimos anos. O Audioslave tem mais dois álbuns, mas que não tem a mesma qualidade do primeiro. A banda acabou ano passado com a saída do estrelão Chris Cornell.

2- Wolfmother – Womam (2:55)
Umas das novas bandas mais bem sucedidas e com maior notoriedade, esse power-trio australiano lançou seu primeiro CD (Dimensions) em 2005, mas já tinha dois EP’s. ‘Womam’ é um dos singles desse disco. Destaque ainda para a faixa 7, que leva o mesmo nome do álbum, e para faixa 11, ‘Withcraft’, onde a guitarra divide lugar com uma flauta ao melhor estilo Jethro Tull..

3- The Darkness – Black Shuck (3:21)
Os ingleses do The Darkness são da escola do Glam Rock, como o Queen. Entretanto, algumas das faixas dos seus dois álbuns são bastante pesadas. ‘Black Shuck’ é a faixa abertura do segundo, 'Permission to Land'.

4- Jet – Stand Up (4:33)
Os australianos do Jet conseguiram alcançar boa reconhecimento com o seu primeiro CD, ‘Get Born’ (Muito bom por sinal). Um rock que traz uma evidente influência dos Beatles e Stones. Stand Up é a faixa 9 do segundo CD da banda, ‘Shine on’, que também é bom, mas não melhor que o primeiro.

5- The White Stripes – Little Cream Soda (3:45)
Com certeza o grupo com maior sucesso dessa seleção. Jack e Meg White conseguiram fazer algo novo e ao mesmo tempo velho. Juntaram o rock sujo de garagem com folk, hardrock e o Blues de Robert Johnson. Tudo isso com batidas hipnóticas e sons computadorizados. A dupla tem 6 CD’s, o último foi lançado ano passado. É desse álbum, ‘Icky thump’, que saiu ‘Little Cream Soda’.

6- Stone Temple Pilots – Dumb Love (2:50)
Uma das principais bandas americanas do cenário grunge nos anos 90, na qual faziam parte: Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, Alice in Chains, entre outras. Têm influências evidentes de hard rock e até mesmo o punk. A banda acabou em 2003. Em janeiro de 2008, o vocalista Scott Weiland afirmou em uma entrevista que a banda voltará aos palcos a partir de maio desse ano. ‘Dumb Love’ é a faixa de abertura do quinto álbum de estúdio da banda, ‘Shangi-lá Dee Da’.

7- Rose Hill Drive – The Guru (5:16)
Trio de jovens de americanos que faz um hardrock que surpreendeu bandas históricas como The Who. Por quem foram convidados para abrir os shows de sua tour em 2007. Lançaram seu primeiro CD em 2006. Esse álbum traz muitas músicas boas: Além de ‘The guru’, destaco ‘Cold Enough’, ‘Cool Cody’, ‘Raise Your Hands’, ‘Reptillian Blues’ e ‘Shakin’ All Over’.

8- The Raconteurs – Store Bought Bones (2:24)
Emcabeçada também por Jack White, o Raconteurs faz um som diferente e bom. Tiveram um hit tocando a exaustão, ‘Steady as she goes’, faixa de abertura do primeiro CD. Esse ano, lançaram o seu segundo álbum: ‘Consoler Of The Lonely’. Mais folk que o primeiro, mas mantém a linha que caracteriza a banda. Store Bought Bones é a sétima faixa do primeiro álbum da banda. Nesse álbum, destaque para ‘Yellow Sun’ e ‘Blue Veins’.

9-Black Mountain – Stormy High (4:34)
Banda canadense que mistura rock psicodélico, com hard, com progressivo e folk. Esse é o primeiro e único CD da banda. Som muito interessante, sombrio e pesado.

10- The Sights –Nodoby (7:30)
Assim como o The White Stripes, é uma banda de Detroit. Faz um som que oscile faixa a faixa do álbum: hora lembra o início dos Beatles, ora os americanos do Grand Funk Railroad. ‘Nodoby’ é a faixa de encerramento do segundo álbum da banda: ‘Got What We Want’. Destaque ainda para ‘Sick and Tired’ e ‘Got What I What’.

11- Silvertide – Aint’t Comin’ Hom (4:04)
Não tenho muitas informações sobre essa banda. Sei que esse álbum é de 2005, e se chama ‘Show & Tell’. Músicas do Silvertide integram a trilha sonora do filme ‘A Dama D'agua’. É um hardrock simples, nada de mais, para falar a verdade. No entanto, gostei bastante dessa música.


12- Velvet Revolver – Little thing (3:57)
Com a base do Guns N’ Roses, a banda tem nos vocais, no álbum Contraband,2004, de onde foi tirada essa música, Scott Weiland, ex-vocalista do Stone Temple Pilots. É um Hardrock clássico do final dos anos 70. A banda lançou um novo álbum o ano passado com o nome de ‘Libertad’. No álbum de 2004, destaque ainda para ‘Sucker Train Blues’.

As duas últimas faixas são de duas bandas locais que fazem um hardrock de qualidade e autoral:
A faixa 13 é ‘Desse Whisky’ (3:28), da Outhouse Birinight Band, banda que já há cinco anos faz esse som pesado, recebendo premiações em festivais, inclusive.

A faixa 14 é de uma banda mais recente: Rinoceronte. Power-Trio que iniciou suas atividades esse ano, mas que pretende ir longe com seu som. A música deles que está no CD é ‘Furacão’ (4:56). O nome mais apropriado para o peso desse som.