quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Lula: escreva um livro sobre também!
Entretanto, alguns têm a notória intenção de utilizar a caricata figura do presidente para buscar a atenção da mídia e dos leitores. Enxergo esse oportunismo, por exemplo, na obra de Diogo Mainardi “Lula é a minha anta”, onde o colunista da Veja compila uma série de crônicas sobre o mensalão. Admiro Mainardi pelo empenho em defesa da sua causa, mas não vejo nenhuma profundidade crítica no seu livro.
Em uma linha mais voltada ao humor, Marcelo Tas lançou na última semana o livro “Nunca antes na história desse país”, onde compila as frases mais sui generis do presidente Lula, mostrando suas várias facetas. Em entrevista a revista Trip, Tas afirma que dividiu Lula em dez personagens:
“Retalhei ele em várias personalidades: são dez capítulos, dez personagens que ele assume, na minha visão. Um deles é o marqueteiro. O Lula é extremamente marqueteiro dele mesmo. Nessa história, ele diz coisas que faz você entender muito bem que ele não precisa de um Duda Mendonça, ele é o Duda Mendonça”.
Tas é o jornalista/humorista da moda (e acho que ele é o melhor mesmo), escrevendo sobre o personagem político/humorista da moda... Pretendo ler este livro, mas confesso que não vou com muitas expectativas além de umas boas risadas.
Aliás: está sendo lançado um filme sobre o Lula, e assim como o último disco do Caetano, levou uma boa grana de incentivo cultural do governo. Veja o trailer abaixo:
Flash Forward: Como viver sabendo o futuro
A trama decorre com núcleo no FBI, que tenta descobrir o que, ou quem, causou o “Flash Forward” (expressão usada para definir o apagão). É muito interessante o conflito que se estabelece com as pessoas comuns, que viram no seu futuro algo que desejam mudar, ou mesmo, tornar real.
A estratégia de convergência da série é interessante também. Para comparar as histórias de pessoas de todo o mundo, e assim, facilitar a investigação, o FBI criou o Mosaic. Trata-se de um site onde as pessoas colocam suas histórias para que se encontre evidências que possam explicar o Flash Forward. O Mosaic existe também na realidade e é aberto para qualquer pessoa que queria simular sua visão do futuro, como se estivesse também sofrido o apagão.
Confira o promocional da série (que eu recomendo mesmo!!!)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Bastardos Inglórios: Tarantino em sua fase mais sangrenta
Poucos diretores conseguem passar tão bem suas marcas e convicções para película como Quentin Tarantino. Confesso que não sou um especialista nos filmes dele, mas os 6 que vi carregam características sui generes. Ninguém sabe construir melhor os seus personagens como Tarantino. Nem que isso lhe custe grandes diálogos, muitas vezes até bem chatos, mas imprescindíveis para apresentação dos bons personagens construídos. Longos diálogos, intercalados com segundos de pura ação.Sua sede por sangue também é elemento que não falta em seus filmes. Cabeças cortadas, pernas que voam, acidentes de carros muito bem feitos. Acrescente à estas cenas de muito sangue trilhas fortes e envolventes. As trilhas do Tarantino são tão fortes que sempre que se ouve alguma, logo se lembra de alguma de suas cenas memorável.
Com certeza “Bastardos Inglórios” é um legítimo filme do Tarantino. Talvez o melhor que eu tenha visto. O filme conta a história de um batalhão americano especial que tem apenas uma finalidade: Matar nazistas e tirar seus escalpos. O filme é muito bem ambientado na França dos anos 1940, que está ocupada por tropas nazistas.A boa escolha dos atores foi fundamental para qualidade do filme. Brad Pitt dá show fazendo o estereotipado tenente ‘Aldo Raine’. O vilão do filme, Coronel Hans Landa (muito bem interpretado por Christoph Waltz), feroz caçador de judeus, é um daqueles personagens que mesmo sendo vilões, despertam uma certa simpatia do público com seu vigor psicopata.
Resumindo, ‘Bastardos inglórios’ é um ‘Tarantino’ legítimo, politicamente incorreto e não recomendado para pessoas de estômago fraco!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Them Crooked Vultures = Foo Fighters + QOTSA + Led Zeppelin = (power trio)³

Desafio qualquer um a achar um amante do rock que não tenha montado, na imaginação, a sua banda dos sonhos. É Ozzy fazendo dueto com Tarja Turunen, John Lennon fazendo base para Noel Galleguer, James Brown dividindo o palco com o Red Hot... Enfim... tudo que imaginação permitir.
Entretanto, são poucas as ocorrências deste tipo de fenômeno na curta história do Rock.
Suponho que estejamos diante de um desses fenômenos! Them Crooked Vultures: John Paul Jones (Led Zeppelin), Josh Homme (Queens of the Stone Age e Kyuss) e Dave Grohl (Nirvana e Foo Fighters) formaram um legítimo power-trio de Hardrock. O trio de peso já tem dois sons rolando por aí, além de vídeos de shows disponíveis no YouTube.
Em ‘New Fang’, o grupo mostra que realmente se trata da fusão dos projetos principais dos integrantes da banda. Nota-se facilmente a virtuose do Led Zeppelin, o ritmo desritmado do Queens of the Stone Age e os sempre potentes vocais e bateria do Foo Fighters:
Curti bastante esse som, 'Elephants', que foi disponibilizado na versão de ensaio em estúdio:
Confesso que realmente estou empolgado e aguardo com ansiedade o lançamento do álbum completo, que será em 17 de novembro.
Link relacionados
http://www.themcrookedvultures.com/
http://www.myspace.com/crookedvultures
http://www.youtube.com/user/themcrookedvultures
http://www.facebook.com/crookedvultures
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Ratos de um mar de ironia
Tenho um preconceito cerebral ao ouvir álbuns novos de bandas que gosto. Não peça pra explica, mas geralmente é assim... Fico na expectativa para ouvir e depois acabo me decepcionando e deixo de ouvir o álbum! É, não tente entender porque realmente é complicado. Mas o fato mais intrigante é que depois de alguns meses, quando por acaso volto a ouvir o álbum, volto a ouvi-lo e aí não paro mais!Isso aconteceu com o novo do Kings of Leon (Only By The Night), do Jet (Shaka Rock) e o do Arctic Monkeys (Humbug).
Entretanto, hoje quero falar de um álbum que curti de prima: ‘No One's first and you're next’ do Modest Mouse.
Conheci a banda pelo álbum de 2007, que tem músicas sensacionais que oscilam entre o mais dançante ao mais progressivo que se conhece no meio indie. No novo álbum recém lançado a variação é um pouco menor, mantendo a tendência mais progressiva. Também se mantiveram duas características que me fazem gostar bastante dessa banda: a pluralidade de instrumentos e a irreverência do vocal.
Outro ponto muito bom da banda são os clipes. Com propostas engraçadas e satíricas, as produções da banda sempre trazem algum elemento do mar, como ‘King Rat’, de uma das músicas do álbum novo:
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Seja os Beatles, compre os Beatles!

No meio dessa enxurrada de ‘releituras’, em todos os idiomas possíveis, o que prospera, em termos de ‘arte’, são as boas interpretações da obra dos Beatles.
Interpretações que carreguem consigo a essência de cada canção do quarteto. E afirmo com convicção, menos de 10% ‘releituras’ carregam a essência da obra original.
Como um tsunami nesse mar de cópias, surge o The Beatles Rock Band: O ‘Guitar Hero’ adaptado a temática Beatles, ou seja, a fusão de dois sucessos de venda. Apesar do jogo ter me parecido simples demais diante da riquesa da temática, me rendo a interpretação gráfica que foi dada ao jogo.
A reprodução dos ambientes, dentro do que se conhece, é perfeita. O vídeo que foi lançado para divulgar o jogo, mostra toda a qualidade e cuidado com a produção, apresentando diferentes traços para retratar diferentes fases dos Beatles. Achei realmente genial:
The Beatles Rock Band, a exemplo do filme ‘Across the universe’ e do álbum ‘The Love’, é um ótimo exemplo de obra que conseguiu manter a essência da obra original.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Maguila e a métrica reversa do futuro
Em 2002 ainda, ririam da minha cara se eu contasse que o Fenômeno seria a sensação do Corinthians, depois da terceira lesão no joelho. E se eu insistisse, e ainda tentasse falar que o Denilson não se firmou no Itumbiara e acabou indo para o famigerado futebol Vietnamita, sendo a contratação de peso do Hai Phong Cement, sexto colocado do certame do país asiático.
Nessa mesma linha, mas (acredito eu) não tão surpreendente quanto (haja vista que até o Pelé já foi cantor), o virtuoso boxeador Maguila largou sua aposentadoria para ser um novo ‘Ás do Samba brasileiro’. Está duvidando? Então clique aqui e faça o download da música de trabalho do Maguila.
Derrubei todas as barreiras, O pessimismo mandei pra lona.
Sou lutador, sou de fé, sou brasileiro.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
2 anos

Hoje o OpiniãOposta! completa dois anos. Tem sido uma boa experiência para mim: algumas vezes você não espera nada de um texto despretensioso que escreveu e aí posto aqui no blog e tenho uma boa resposta. Acredito que isso foi fundamental em escolhas que fiz na minha vida profissional. Hoje sou bem diferente do que era quando iniciei o OOP, mas em contra partida acho que o OOP também está bem diferente do que era.
Bom, aproveito esta data simbólica para anunciar que nos próximos tempos o OpiniãOposta sofrerá mudanças...para bem melhor, espero!
Abraço a todos e obrigado aos que me ajudaram nesses dois anos!
domingo, 31 de maio de 2009
CD 2.0: Álbum virtual desburocratiza a música!

Internet: Prejuízo para alguns, lucro para muitos: com grande histórico de inovação na rede, a gravadora independente Trama, que já possui o famoso portal para bandas independentes (Trama Virtual), agora implementa um novo formato para os seus artistas, o denominado ‘Album Virtual’, que fica disponível para download gratuíto. É um álbum que simula os cd’s convencionais, mas que só é lançado no formato digital. Além disso, utiliza outras potencialidades da internet, como a utilização de vídeos, encarte ‘navegável’ e download de extras. Também é disponibilizado um link de incorporamento, para que o álbum possa ser colocado em outras páginas.
Mas o mais interessante desses álbuns é que eles são financiados por empresas de grande porte, que pagam toda a produção e tem sua marca vinculada ao produto final. Isso possibilita que os músicos se preocupem apenas em fazer seu som, sem pressões mercadológicas para que o álbum possa vender mais. As empresas que patrocinaram essa iniciativa até o momento foram a Volkswagen e a ex-estatal vendida a preço de banana, Vale do Rio Doce.
Cinco artistas já lançaram seus álbuns por esta iniciativa: Tom Zé(que já não está mais disponível para download), Macaco Bong, Cansei de ser sexy, Ed Motta e Móveis Coloniais de Acajú.
DESTAQUE:
O Último dos álbuns lançados é da Móveis Coloniais de Acajú, que é exótica como seu nome. Banda muito interessante que sempre um trabalho voltado para o SKA com muita força de palco e animação, mas que pecava nas suas gravações. Entretanto, o novo álbum dos brasilienses reparou este defeito, dando a consistência que faltava a banda. Trazendo a tendência do ‘Novo Rock Brasileiro’, encabeçado por Los Hermanos, Móveis Coloniais de Acajú traz boas letras e diversidade de instrumentos. Em resumo, vale a pena baixar!
Se der, baixe Macaco Bong também: rock instrumental da melhor qualidade!
domingo, 8 de março de 2009
O quanto podemos crescer em 4 anos?

No final de 4 anos de faculdade chego a uma conclusão, que para quem lê pode parecer óbvia, mas que para mim realmente é uma descoberta: A universidade é o laboratório da maturidade. Nesse tempo curto tempo, evoluimos talvez mais pessoalmente do que intelectualmente... mas isso é bom.
Nesses 4 anos aprendi a ser amigo, a ser tolerante, a amar e a me expressar. Descobri que o mundo não era como eu pensava, não tinha apenas 10 tipos de pessoas, e sim um infinito de não-esteriótipos, cada um com o seu tipo de loucura. Descobri a minha parcela de loucura, e descobri que a minha escolha de desistir da medicina e me jogar no sacerdócio do jornalismo era a coisa certa.
Tive sorte de entrar em uma turma que nunca tive igual. Para os de fora, não pense que tudo foram flores, pelo contrário. Apesar das muitas alegrias, tiveram muitas brigas. Muitas mesmo e em grande parte delas eu era um dos protagonistas. Só que a força de união fez com que suportássemos as divergências para chegar em 27 de fevereiro de 2009.
Vídeo com discurso de Otávio Chagas e Raero Monteiro:
A formatura, em sí, não foi nada mais que uma formatura. Mas o discurso dos brilhante oradores Otávio Chagas e Raero Monteiro, fez a sintese perfeita do que foi nossa caminhada no jornalismo. E o Baile... AH o baile! Nunca aproveitamos tanto uma festa quanto nesse dia. Apesar da presença de outros amigos, parecia que nada existia além dos nossos colegas. Ou melhor, dos nossos ex-colegas, agora grandes amigos.
Agora cada um vai para o seu lado, mas tenho certeza que todos levam consigo um pedacinho da personalidade de cada colega. Espero que nos encontremos de novo. Se isso não acontecer, apenas quero dizer que circula no mundo, junto comigo, um pedacinho de cada um de vocês.
Para encerrar, chamo um texto do 'La Liberátia' feito pelo Jeferson Dornelles justamente sobre a nossa turma: CLIQUE AQUI
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
No hablamos español

Com sede de novidades musicais fui a banca comprar a Rolling Stone Brasil (RSBR) de Novembro. Decidi dar mais uma chance para RSBR me provar como eu estava enganado. Entretanto, nas primeiras páginas já vi que minha rusga com a publicação continuaria...
A matéria ‘Sangue Latino’ de Filipe Albuquerque se pergunta porque roqueiros que cantam em espanhol não fazem sucesso no Brasil. A ingenuidade do autor o faz buscar hipóteses engraçadas. Além disso, ele emputa ao ‘consumidor de música’ a culpa por não ouvir os hispânicos.
Bom, ao ler essa matéria fui recorrer ao meu arquivo. Fui procurar nas 7 ou 8 RSBR que tenho para ver quantos artistas hispânicos foram contemplados pela publicação. Não encontrei nenhum. Desafio alguém a encontrar uma notícia sobre estes artistas no site da RSBR.
Então, concluo que no texto de Filipe Alburquerque faltou o principal fator do insucesso dos ‘hermanos’: A escassa cobertura feita pela imprensa brasileira sobre esses artistas. É difícil gostar do que não se conhece. Os poucos que conseguem uma breve exibição em rádios e tv’s, ampliam muito seus fãs no Brasil. Como é o caso de Fito Paez.
Por tudo isso, resolvi postar dois sons em espanhol que gosto e recomendo. Duas bandas argentinas de Folk Rock com muitas influências interessantes.
SEMILLA
A banda formada em Buenos Aires, em 2001, gravou seu primeiro e único disco em 2005. Eles podem ser considerados a perfeita devinição do Folk Rock. Guitarras pesadas com acordes típicos de ritmos clássicos argentinos como o tango e chacarera.
Além disso, a utilização de instrumentos típicos como bumbo leguero, muito utilizado pela música gaúcha. Em ‘vuelve’ temos até uma harmonia de blues. Destaque também para o vocal da também guitarrista Barbara Palacios.
Recomendo bastante essa banda! É a mostra que a música tradicional de um país pode ser incorporada no rock. O que é muito pouco praticado no RS.
ONDA VAGA
Formada de argentinos que se conheceram no Uruguai, o grupo também surgiu em Buenos Aires, em 2007. A banda já apresenta uma boa visibilidade no mercado argentino, tocando em festivais junto com figuras consagradas como R.E.M e The Jesus & Mary Chain. Um pouco menos rock que o Semilla, o grupo usa bastante metais em suas composições, mas o ritmo denuncia que se trata de uma banda argentina.
Assim como o Semilla, apresenta uma percussão interessante. Em seu único álbum, o ‘fuerte y caliente’, a banda traz inclusive uma Bossa Nova: ‘Havana affair’, que é canta em inglês. Pelo bom humor e ampla utilização de metais, a banda lembra os brasilienses do Móveis Coloniais de Acajú.
O Onda Vaga é uma banda interessantíssima, e assim como o Semilla, é um bom som para quem não tem pré-conceitos musicais.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Aviso aos leitores, se eles ainda existirem

Eu realmente não sou um bom blogueiro... Quando parece que o blog vai engrenar, dou uma parada de alguns meses. Por um tempo pensei: “Bah, quando acabar a monografia vou postar direto!”. Que nada, ficar sem fazer nada, carregando preocupações ligadas ao futuro profissional, me fez não conseguir escrever nada publicável.
Bom, felizmente os tempos já são outros. Já não estou mais em Santa Maria, e já não estou mais desempregado. Espero que os ares de Porto Alegre e do novo emprego me ajude a retomar a melhor forma do blog.
Por hora, era isso, aguardem um texto para os próximos dias... Se não rolar, aí você já sabe que estou em crise criativa!
sábado, 6 de dezembro de 2008
Mallu Magalhães escolheu o Hermano errado

Acho que a Mallu Magalhães errou de Hermano... Calma! Este não é um post sobre a qualidade musical de Mallu Magalhães, ou mesmo para falar sobre seu namoro com Marcelo Camelo. Esta postagem é para falar do Little Joy, projeto solo de Rodrigo Amarante, junto com o brasileiro Fabrizio Moretti, baterista do Strokes e a americana Binki Shapiro.
Bom, agora você me pergunta: “Tah, mas que cargas d’água tem a Mallu Magalhães a ver com o Little Joy”. Então eu explico. A sonoridade do Little Joy é, o que eu definiria, como um Folk praiano, que em muito lembra as músicas de Mallu. São músicas calmas, bonitinhas e leves... Lá no fundo também trazem uma referência a Bossa Nova. Desta forma, teria sido bem mais construtivo se ao invés de manter uma ‘parceria’ com Camelo, que Mallu se juntasse ao Amarante.
Bobagens à parte, não me atraiu muito o som do Little Joy. Considero esse disco como legitimo ‘disco de férias’. É quando o artista está de saco cheio de ficar enfurnado em estúdios e então pára e se reúne com alguns amigos em uma casa para compor ‘a la vonté’. Não pense que é um disco mal feito, pelo contrário. Acredito que não gostei bem mais por gosto pessoal. Mas também é inegável que a repercussão causada pelo trio se deve bem mais a sua fama, do que a qualidade do som.
Veja o clipe do primeiro single do trio: Next Time Around
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Texto do OpiniãOposta! na pangea da língua portuguesa

Através de um comentário do seu criador aqui no OOP, descobri o site ‘O Patifúndio’. A revista virtual tem como objetivo “trazer à tona os personagens e as histórias que constroem a realidade deste mundo lusófono. Foi criada também para ser uma tribuna alternativa, cujo primeiro atributo para adentrar não é ser jornalista, e sim, saber contar e valorizar uma boa história da vida real.”
Assim, o site dá oportunidade para qualquer pessoa, que viva em um país que fale a nossa língua, possa publicar seu texto.
Então, como quem não quer nada, mandei um texto aqui do OOP, que foi publicado! Foi a ‘Crônica de um desempregado’, postada no dia 14 de março deste ano.
Agradeço a Michell Niero, idealizador do site, que publicou o texto. Quero também parabenizá-lo pela iniciativa. Recomendo a todos que curtem uma boa literatura verdadeira e cotidiana: acessem ‘O Patifúndio’
Leia o texto publicado no site clicando aqui
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Em busca do 'balaião' perdido!
1) Martin Scorsese Present “The Blues”: Eric ClaptonO cd é de 2003 e integra uma série de documentários idealizada por Martin Scorsese. Destes documentários saíram 5 cd’s com suas trilhas e mais 12 cd’s com coletâneas individuais de alguns artistas. E foi uma dessas coletâneas que encontrei no balaião do BIG. É uma compilação muito boa da carreira de Eric Clapton. Traz os seus rocks mais pesados (época que integrava o Cream) como ‘Spoolfull’ e suas músicas mais blues. A distribuição deste cd no Brasil foi pequena. Então ao encontrá-lo no balaião do BIG, por R$17... não tive dúvida... comprei, apesar de não achar 17 um preço tão barato assim.

2) Riding with the king: B.B. King & Eric Clapton
Considero um dos maiores clássico de todos os do blues. O encontro de um bluseiro da velha guarda, com um dos responsáveis pela fusão do blues com o rock na Inglaterra. Dois grandes guitarristas em um álbum cheio de sentimento e bom humor. Esse eu encontrei em balaião de um shopping de Porto Alegre pela bagatela de R$ 14.
3) Audioslave – Audioslave (2002)Para mim, está entre os melhores discos de rock dos últimos 10 anos. É o cd de partida de uma possível superbanda que acabou não se afirmando. O Audioslave surge da união do clássico Rage Agains the Machine com o ex-vocalista do Soundgarden, Chris Cornell. Com um instrumental consistente e um vocal matador, o primeiro cd da banda apresenta muitas músicas boas como “Cochise”, “Gasoline”, “Show me how to live” e etc. Foi desencavado de um balaio em Tramandaí. Pena que o Audioslave não manteve-ve o nível nos outros dois cd’s. A banda acabou em 2007, com saída do ‘estrela’ Chris Cornell.
Esses são apenas três, mas já encontrei cd bons e baratos de: Jet, Red Hot, Offspring, B.B. King, Miles Davis, Tony Bennett e Nirvana. Não tenha preguiça... eu sei que dá um desânimo quando se vê aquela pilha de cd’s do Mano Lima e Samba Moleque, mas lá no fundo, bem no fundo, garanto que vai ter uma raridade esquecida.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A grana é 'A Favorita'
Sempre tentei me manter longe de frases prontas como “A Globo manipula” ou “Abaixo a mídia hegemônica”. Esse tipo de afirmação só caracteriza uma falta de conhecimento do real andamento dos meios de comunicação e um desvio de foco na forma de protestar. Claro que existem manipulações, mas o importante é saber como ela acontece. Manipulações, ou trocas de focos na mídia se dão, geralmente, mais por interesses econômicos da empresa em questão, do que por ideologia.É o caso do da novela ‘A Favorita’. Estranho uma novela detalhar tanto o ramo de atuação dos seus personagens. A trama toda ocorre em volta de uma família dona de uma grande empresa de celulose. Opa! Empresas de fabricação de celulose... Isso não me cheira bem.
Certo dia, em uma viagem a casa dos meus pais, vou assistir com minha mãe a um capitulo da novela, mais pensando na vida do que assistindo, quando sou interpelado pelo seguinte diálogo: (Assista a cena clicando aqui, ou no player logo abaixo)
Vó: É... fama não enche barriga... Só se ele estivesse maluco de deixar uma fábrica séria, respeitável, grande, assim como a Fontini...
Tia: Respeitável, mas causa muito desmatamento...
Neto: Não é assim tia... A floresta de eucalipto cresce sem encostar na mata nativa, e ao contrário de que muita gente pensa, a Fontini recupera essas áreas degradadas da Mata Atlântida. Vovó sabe disso!
Vó: Até o Copola (inimigo do dono da fábrica) reconhece que o Dr. Gonzalo (dono da fábrica) fez um trabalho muito bom, excepcional! Ah, todo mundo sabe... ele fez a Fontine crescer graças a plantação dessa floresta exclusivamente para a fabricação da celulose e do papel.
Neto: é isso mesmo... o próprio Vô Copola sempre diz que o Brasil é referência mundial na industria de celulose.
O personagem diz isso e sem explicação troca de assunto... Se achava estranho antes, agora tive certeza... Se a industria da celulose não conseguiu ter uma boa imagem por bem, agora seria por mal. Decidi ficar olhando o capítulo até o fim para saber de quem era o merchandising, que aparece junto com os créditos da novela. Na mosca... Merchandising pago pela Bracelpa: Associação Brasileira de Celulose e Papel. Só a união das maiores empresas brasileiras do ramo da celulose papel. Logo, muita grana envolvida.
O problema não está em patrocinar uma novela, e sim em usar técnicas de desinformação para melhorar sua imagem. Se fosse um personagem que comprasse papel e falasse: ‘que papel legal!’ ou ‘que celulose interessante!’, assim como são as propagandas de celulares e produtos cosméticos, não teria problema. Mas não, a propaganda diz: ‘Plantar celulose é legal e não faz mal a natureza’. Para mim, com o mínimo de conhecimento que tenho sobre o assunto, esta propaganda se equivaleria a uma de cigarros dizendo: ‘Fume, faz bem para saúde e ainda ajuda os agricultores’.
São muitos os estudos que apontam os malefícios das monoculturas de eucalipto. Desde a desertificação do solo até o aumento do êxodo rural. Em contra partida, ainda não ouvi, nem li, algo que rebatesse essas acusações. Inclusive, a UFSM tem muitas pesquisas financiadas por empresas desse ramo. Mas se você quiser saber quem realmente é financiado, acesse o site Às Claras, que mostra todos os doadores de campanhas políticas passadas.
Faça o seguinte, vá até o site e selecione as prestações de conta da eleição de 2006. No campo para pesquisa, digite a palavra ‘celulose’ e clique em pesquisar. Você vai encontrar mais de 10 empresas que financiaram campanhas de políticos. Só a Aracruz, gigante do ramo, doou milhões. Inclusive, o prefeito eleito de Santa Maria, Cezar Schirmer, é um dos beneficiários da empresa.
Quando fiquei sabendo desse valor que está sendo investido nos deputados e senadores, ficou claro para quê está servindo esta publicidade na novela das 8. O mais interessante, é que todos os sites que chamam a mídia de manipuladora fizeram vagas referência sobre esse caso, não citando nenhum fato pontual como estou fazendo.
Fontes:
Bracelpa
Às Claras
Rede Globo
Imagem:
Weno
Assista ao video! (O diálogo citado acima está em 3 min e 30 seg)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Justificativa!
Enquanto escuto na rádio uma entrevista sobre a filosofia do 'Nadismo' aparo as arestas do meu primeiro capítulo...
Este post é para justificar a minha ausência. Falta menos de um mês para entregar a monografia e estou dando um sprint.
Em dezembro volto com força total... Ou não... hahaha!
Enquanto isso, fique com uma charge sobre os blogueiro, do site Nada a ver: O nome é Problogger e conta as peripécias de um blogueiro à maneira antiga:

Saudações a todos
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
How much?
Quanto vale o seu blog?É a pergunta que o blog da Business Opportunities Weblog tenta responder. Baseado em cálculos de Tristan Louis e utilizando os critérios de hierarquização dos blogs, o softwear calcula e dá o resultado em poucos segundos.
O OpiniãOposta! vale a bagatela de 3,387.24 de Dólares, cerca de 6,276 de Reais. Pensando profundamente, com o rendimento que meus investimentos vem tendo... eu venderia... Podem me chamar de capitalista, de privatizador ou até de Fernando Henrique Cardoso.
Nesta tendência, muitos portais da internet compram blogueiros para trazer leitores para o seu site. Em alguns casos, a oferta é tão insignificante que até parece piada: Marcelo Träsel, um grande pesquisador das novas tendências da comunicação na internet, dono do blog Martelada, foi assediado pelo site da Editora Abril. Em troca de seus textos e sua audiência, eles ofereciam um blog com layout limitado e o status de ser blogueiro da Abril. Assim, Marcelo, com muito bom humor, postou a proposta indecorosa em seu blog.
Bom, se ficou interessado em comprar o OOP!, podemos negociar...
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Blogs: Onde pesquisar!

Com os blogs gratuitos a blogosfera se tornou um espaço aberto a qualquer um que tenha o mínimo de acesso e intimidade com a Internet. Essa grande abertura significa uma quebra de paradigma enorme. Antes da internet, poucos tinham suas vozes vinculadas em uma mídia de alto alcance. Com exceção de seções de cartas dos leitores, o consumidor da informação não tinha espaço algum para vincular suas idéias.
Com o surgimento da internet, isso ficou mais fácil. Entretanto, por muitos anos a internet foi um espaço de emissão reservado a pessoas que dominavam as codificações HTML. Quando o formato blog, como conhecemos hoje, foi disponibilizado gratuitamente por servidores como Blogger e Wordpress, o ultimo paradigma da internet havia sido quebrado. Agora, qualquer um tem um bom espaço para vincular suas idéias e compartilhar conhecimentos.
Por isso, resolvi postar dois livros sobre blog no OOP. Para quem não sabe, meu trabalho de conclusão é sobre blogs. Então, nos últimos meses, tenho ido a caça de autores que tenham uma boa concepção desse fenômeno, que já não é considerado tão novo assim. Vou dar duas dicas: Um livro para você ler e outro para ignorar.
NÃO LEIA:Blog: Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, do blogueiro republicano Hugh Hewitt.
Qualquer argumento que é construído em cima da idéia que existem os bons e os maus, para mim, não é valido. Não entendeu? Bom, Hugh Hewitt é um republicano ferrenho, que acredita que todos os democratas, ou esquerdistas, são fanáticos. Por conseqüência, todos os republicanos, ou direitistas, são pessoas centradas e que entendem de política. Todo o discurso de Hugh é fundado sobre essa premissa. O fanatismo de Hewitt é tão grande que na introdução do livro ele dá um aviso aos leitores que não compartilham da ideologia do autor: Largue este livro e vá rever seu DVD do Michael Moore.
O livro pretende ser uma carta de intimação para quem ainda não tem um blog. Neste ponto, Hugh traz uma perspectiva mais empresarial do fenômeno dos blogs. Ele também apresenta algumas situações onde os blogs pressionaram a grande mídia até que ela tomasse o fato como importante.
Apesar do que foi dito a cima, no meio das divagações panfletárias de Hugh Hewitt pode se encontrar algumas frases sensatas que refletem as inovações e potencialidades trazidas pela blogosfera.
LEIA:Blogs y Médios: Las claves de una relación de interés mutuo
José Manuel Noguera Vivo, pesquisador espanhol, fez um livro extremamente completo trazendo os aspectos técnicos e sociais da blogosfera. Com uma bibliografia de dar inveja a qualquer pesquisador, ele apresenta vários aspectos da comunicação e interação mediada por blogs. Junto, traz um estudo de mais de 150 blogs de meios de comunicação. José Manuel deixou uma versão de sua obra em domínio publico. Assim, qualquer pessoa pode fazer o download.
Este é um ótimo livro para estudantes de comunicação ou mesmo para aquelas pessoas que querem conhecer o fenômeno ou incrementar seus blogs.
